por paulo eneas
O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, afirmou na entrevista coletiva da tarde desta quarta-feira (01/04) que a epidemia do vírus chinês comprometeu também o sistema de saúde brasileiro, que depende quase que integralmente da produção chinesa para o suprimento de equipamentos de proteção individual (EPI) para o uso de profissionais de saúde em ambiente hospitalar.

Segundo o ministro, a epidemia comprometeu a produção e remessa desses itens para vários países, que passaram a depender do regime de ditadura chinesa para o suprimento desses equipamentos, que incluem luvas, máscaras, aventais, face shields e outros. Produtos de custo unitário irrisório, o que os coloca na classe de commodities, e que apresentam baixo valor agregado.

O ministro afirmou também que a epidemia colocou um problema sobre o sistema de saúde. Problema esse que não decorre da demanda excessiva por parte dos pacientes, mas sim que decorre da falta de oferta de itens estratégicos para o sistema funcionar.

Um erro estratégico do Ministério da Saúde
A fala do ministro é reveladora de um erro estratégico do Ministério da Saúde. Um erro que consiste exatamente em depender de um regime de ditadura comunista para o abastecimento de itens essenciais para o funcionamento do sistema.

Cabe perguntar o porquê desta dependência.  Qual foi o critério que levou o Ministério da Saúde a eleger o regime comunista da China para ser o principal fornecedor de insumos críticos para o sistema de saúde brasileiro? Critério econômico, baseado nas práticas de dumping exercidas pelos comunistas chineses? Se sim, apenas o critério econômico prevaleceu? E a segurança estratégica não foi levada em consideração?

Porque a aquisição desses itens não foi pulverizada para diversos fornecedores nacionais e estrangeiros? Ainda que esta pulverização acarretasse um custo ligeiramente maior, não seria esta a atitude mais correta a tomar, em vista de sua importância estratégica em termos de segurança do sistema de saúde nacional?

O Brasil não pode depender unicamente de um único fornecedor para uma área de segurança nacional estratégica. Especialmente se este fornecedor for um regime de ditadura comunista que não esconde sua intenção de exercer hegemonia sobre o mundo ocidental por meio prática desleais de comércio internacional, o que incluem o dumping.

Cabe ao ministro Luiz Mandetta dar explicações ao Presidente da República e à Nação de porque ter permitido que fosse criada essa vulnerabilidade no sistema de saúde nacional em relação a um regime de ditadura comunista. Vulnerabilidade esta que pode afetar a vida de milhões de brasileiros.


 

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