por paulo eneas
O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, reuniu-se na noite desta quinta-feira (02/04) com os presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado, Rodrigo Maia e David Alcolumbre, em um jantar em Brasília para articular politicamente a tentativa de manter o ministro no cargo. Os governadores João Doria e Ronaldo Caiado também participaram, por via remota, da conversa entre o ministro e os parlamentares.

O grupo político formado pelo ministro, pelos governadores e por estes parlamentares possui projeto próprio de poder de curto e médio prazo, projeto esse que é distinto do projeto político do Presidente Bolsonaro. Um projeto político cuja viabilização passa pela prevalência das estratégias adotadas por esse grupo para tratar da epidemia do vírus chinês.

Estas estratégias incluem a imposição de quarentena horizontal, e contam com o temor e o medo generalizado da população para que ela aceite as restrições crescentes que têm sido impostas às liberdades e garantias individuais.

O próprio ministro Mandetta falou em uma de suas entrevistas de um iminente colapso do sistema de saúde, sem dar evidências concretas de como e porque tal colapso ocorreria. O ministro limitou-se a incutir mais medo e temor na população.

O pânico reforçado por uma peça de propaganda macabra
Contribui para esse ambiente de temor o papel desempenhado pela grande imprensa, que prossegue desenhando um cenário catastrófico enquanto recusa-se a ouvir pontos de vista distintos de outros médicos e cientistas, ao mesmo tempo em que trata de maneira reverencial os membros deste grupo político, e ataca e condena os apelos à racionalidade feitos pelo Presidente Bolsonaro.

Também contribuiu para este cenário de medo na população a propaganda macabra levada ao ar esta semana, na qual é mostrada as imagens do maior cemitério da América Latina, o de Vila Formosa, na capital paulista. Na peça publicitária encomendada, é mostrada a filmagem feita por um drone exibindo inúmeras covas já abertas.

A imagem foi parar no jornal Washington Post e a narrativa construída foi a de que tratava-se de preparativos para receber os supostos milhares de mortos por conta do vírus chinês. Omitiu-se a informação de que o cemitério sempre possui um elevado número de covas abertas, justamente por ser o maior cemitério do continente.

Uma estratégia que aposta no pior cenário
A estratégia do grupo político formado por Mandetta e os governadores proto-ditadores e os chefes do legislativo também inclui a confirmação do cenário catastrófico de dezenas de milhares ou mais de pessoas doentes necessitando de atendimento hospitalar. Esse cenário justificaria os gastos gigantescos que têm sido feitos com hospitais de campanha, cuja real necessidade é questionada por inúmeros médicos e demais profissionais de saúde.

A estratégia do grupo também conta com a não perspectiva de tratamento bem-sucedido dos pacientes em um prazo menor do que aquele inicialmente projetado e fora de ambientes de UTI’s, o que colocaria em cheque a tese amplamente difundida do risco de colapso do sistema de saúde no pico da epidemia.

Daí decorre o boicote que o ministro Mandetta e toda a grande imprensa tem feito em relação ao uso da cloroquina, e que ficou evidenciado nos ataques que o ministro fez à operadora de planos de saúde Prevent Sênior, que tem sido a pioneira no uso deste medicamente experimental.

Existe uma recusa em admitir que o uso hospitalar da hidroxicloroquina administrada com azitromicina tem efetivamente promovido a cura de pacientes acometidos de COVID-19 e pertencentes ao grupo de risco, conforme vem sendo relatado por inúmeros médicos do Brasil e do exterior.

Um recuo que representaria uma derrota política
A eventual adoção do protocolo à base de hidroxicloroquina por parte do Ministério da Saúde obrigaria a uma revisão completa das estratégias de confinamento adotadas até agora tanto pelo ministro Mandetta quanto pelos governadores de seu grupo político, especialmente Ronaldo Caiado e João Doria.

Uma revisão que significaria admitir que estavam errados tanto na previsão de colapso do sistema de saúde quanto na necessidade de confinamento da população.

São estes componentes de cálculo político que têm guiado a conduta do ministro Mandetta e dos governadores, que viram na epidemia do vírus chinês (e nas narrativas alarmistas convenientes criadas em torno dela por parte da grande imprensa) a oportunidade de levar adiante seu projeto de poder político.

Um projeto que vem sendo agora colocado em cheque pela realidade e pela determinação firme do Presidente Bolsonaro em priorizar a saúde e os empregos dos brasileiros, e não um projeto particular de poder.