por paulo eneas
Após ver assegurada a sua permanência, por enquanto, no Ministério da Saúde, Luiz Henrique Mandetta concedeu entrevista coletiva na noite desta segunda-feira (06/04) onde pôde destilar a demagogia e a retórica oca próprias dos políticos que que não têm qualificação para exercer determinado cargo, mas que lá estão unicamente por serem o que são: políticos, com “p” minúsculo, como é o caso do ministro.

Exibindo uma pose que combinava vitimismo afetado com a crença ingênua de uma suposta vitória política dele e de seus aliados tucanos e do Centrão sobre o Presidente Bolsonaro, Mandetta afirmou, entre as várias platitudes que proferiu, que deseja ter paz para poder trabalhar.

A única paz que o ministro seguramente vai tomar conhecimento durante sua breve permanência estendida na pasta da Saúde é a paz dos cemitérios, onde estão sendo sepultadas as vítimas que morreram por COVID-19 por não terem tido a possibilidade de acesso precoce ao tratamento com hidroxicloroquina.

A recusa do ministro em autorizar protocolo do Ministério da Saúde para uso precoce de hidroxicloroquina para os casos de COVID-19, após devida avaliação médica e consentimento do paciente, está condenando inúmeras pessoas à morte. Os argumentos contrários apresentados pelo ministro são pífios, e escondem interesses outros que cabe a ele explicar ao povo brasileiro e ao Presidente da República.

Seguramente nos próximos dias a família de alguma vítima fatal do vírus chinês que tenha ido a óbito por não ter tido acesso ao medicamente poderá entrar na justiça responsabilizando criminalmente Luiz Henrique Mandetta pela perda do ente querido.

A responsabilização criminal não apaga nem diminui a dor pela perda de um ente querido. Mas constitui-se em uma forma de justiça, que precisa ser feita diante da ação inescrupulosa de um político medíocre que está colocando em risco a vida de inúmeras pessoas.