por paulo eneas
A mudança no Ministério da Saúde com a chegada do novo ministro Nelson Teich abrirá a oportunidade para o Governo Federal fazer o que a gestão anterior do ministério não teve competência de fazer: elaborar uma estratégia nacional articulada com os demais entes federados para fazer o combate efetivo à epidemia e ao mesmo tempo assegurar os empregos.

O momento para a adoção desta estratégia é propício até mesmo em função da decisão tomada ontem (15/04) pelo STF que assentou as bases jurídicas para o Governo Federal estabelecer diretrizes nacionais para o enfrentamento da epidemia e ao mesmo tempo assegurar a retomada gradual e segura das atividades econômicas. Essa estratégia precisa contemplar, entre outros, os seguintes pontos:

1) A adoção do tratamento precoce da doença do vírus chinês como protocolo obrigatório para todo o sistema de saúde nacional público e privado, por meio do uso da cloroquina ou de medicamentos outros que venham a ser descobertos pela pesquisa médico-científica, respaldados em estudos clínicos sérios e amparados em evidência empírica.

2) Coordenação em nível nacional de todas as pesquisas envolvendo a própria cloroquina e antivirais ou outros medicamentos, mirando prioritariamente no tratamento precoce visando reduzir a pressão de demanda por internações intensivas no sistema de saúde.

3) Adoção em nível nacional de estratégias de distanciamento social baseadas no princípio da verticalidade, onde pessoas dos grupos de risco são mantidas isoladas enquanto as pessoas saudáveis possam trabalhar seguindo regras estritas e rigorosas de distanciamento social e higiene.

4) Revisão da estratégia (ou da falta de uma) em relação aos hospitais de campanha, que devem prioritariamente servir para suprir demanda reprimida de UTI’s, e não servir apenas como postos de triagem que ao fim e ao cabo resultarão no excesso de demanda por internação na rede hospitalar convencional.

5) Adoção de uma nova estratégia de comunicação, conforme já vem sendo defendido pelo Crítica Nacional: a comunicação sobre a epidemia deve ser centrada na figura do Presidente da República, por ser o chefe e o líder da Nação. E a comunicação deve pautar-se pelo contato direto com o público, sem passar pelo crivo da imprensa.

Estes pontos, bem como outros que podem ser elencados, precisam estar presentes em uma estratégia de enfrentamento da epidemia a ser elaborada pelo novo ministro Nelson Teich, e representarão uma mudança substantiva em relação à completa falta de estratégia que prevaleceu até então por conta do despreparo do ministro anterior.


 

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