A Alemanha proibiu toda a atividade do Hezbollah em seu território nesta quinta-feira (30/04) e designou o grupo islâmico apoiado pelo Irã como uma organização terrorista, a declaração era esperada por Israel e pelos Estados Unidos  já há algum tempo e pressionavam a Alemanha para designar o grupo como organização terrorista.

“As atividades do Hezbollah violam o direito penal e a organização se opõe ao conceito de entendimento internacional”, afirmou o Ministério do Interior, Horst Seehofer.

O ministro acrescentou que, de acordo com a medida, os símbolos do Hezbollah são proibidos em reuniões e publicações ou na mídia e os bens do Hezbollah podem ser confiscados. No entanto, não é possível dissolvê-lo, pois é uma organização estrangeira.

Israel recebeu com satisfação a decisão: “É uma decisão muito importante e um passo valioso e significativo na luta global contra o terrorismo”, disse o ministro das Relações Exteriores de Israel, Israel Katz.

“Peço a outros países europeus e à União Européia que façam o mesmo. Todas as partes do Hezbollah, incluindo as alas social, política e militar, são organizações terroristas e devem ser tratadas como tal”, acrescentou Yisrael Katz

O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu também comemorou a medida e disse em um comunicado: “Aplaudo a decisão do governo alemão de proibir o Hezbollah como organização terrorista. […] Todos os países amantes da paz devem denunciar organizações terroristas e não lhes dar ajuda direta ou indireta”.

A Alemanha já havia distinguido entre o braço político do Hezbollah e suas unidades militares, que lutaram ao lado do exército do presidente Bashar al-Assad na Síria. Autoridades de segurança alemã acreditam que até 1.050 pessoas no país fazem parte da ala extremista do grupo terrorista Hezbollah.

*Com informações de www.jns.org e www.france24.com