por paulo eneas
O Estado de São Paulo concentra cerca da metade dos casos de contágio e de óbitos decorrentes do vírus chinês em todo o Brasil, apesar de ser o Estado que adotou as medidas mais rígidas de confinamento das pessoas. O governador paulista impôs, de maneira ilegal, a paralisação quase completa da economia do Estado e chegou a ameaçar de prisão as pessoas que descumprissem a ordem, igualmente ilegal, de quarentena.

A ameaça de prisão somente não foi concretizada por que ficou claro que a Polícia Militar do Estado não iria cumprir uma ordem ilegal de prender pessoas inocentes com base em um decreto ou ordem verbal do governador.

A paralisação da economia, que já gerou centenas de milhares de desempregados no Estado e o fechamento em definitivo de um número incontável de negócios e empresas, além das iniciativas ilegais e inconstitucionais de agressão a direitos humanos no Estado, incluindo o direito de ir e vir e de liberdade de expressão, produziu efeito zero na contenção da epidemia.

As medidas de João Doria não produziram o chamado achatamento da curva de contágio, achatamento esse que muitos epidemiologistas afirmam não passar de uma suposição teórica, um modelo matemático nunca observada na prática. O Estado reúne hoje cerca da metade dos casos totais de contágio e de óbitos em nível nacional. Além disso, denúncias de falsificação de causa mortis surgem todos os dias nas redes.

Em meio a esse quadro de destruição da economia, de expansão da contaminação pelo vírus chinês no Estado, das suspeitas e denúncias de falsificação de dados e desvios e superfaturamentos, o governador-ditador resolveu oferecer mais do mesmo: ameaça prolongar as medidas de confinamento da população, que ele chama eufemisticamente de isolamento social.

Um confinamento que tem servido unicamente para impor controle social, impedir as pessoas de trabalhar, que não produz efeito algum na contenção da epidemia – como os próprios números do Estado mostram – e que ao fim e ao cabo deixará um saldo de mais mortes causadas pela epidemia e um Estado com a economia completamente arrasada. João Doria constitui-se hoje no maior pesadelo dos brasileiros de São Paulo.