por paulo eneas
Cumprindo o que havia afirmado neste domingo, o Presidente Bolsonaro nomeou nesta segunda-feira (04/05) o novo Diretor Geral da Polícia Federal. Trata-se do delegado Rolando Alexandre de Souza, que exercia até então a função de secretário de Planejamento e Gestão da ABIN, chefiada por Alexandre Ramagem, de quem era o braço direito na agência de inteligência.

Rolando Alexandre tem histórico de ser linha dura no combate à corrupção, tendo atuado em Alagoas e Rondônia na área de combate ao desvio de recursos públicos e crimes financeiros. Ele havia assumido a área de planejamento da ABIN a convite do diretor Alexandre Ramagem, que por sua o recomendou ao presidente para a direção geral da Polícia Federal.

Tão logo seu nome foi anunciado pelo Presidente da República, o novo diretor tomou posse e trocou o superintendente da Polícia Federal no Rio Janeiro. O antigo superintendente carioca foi conduzido ao cargo de diretor executivo da Polícia Federal, e um novo nome será indicado para a Superintendência do Rio de Janeiro ainda esta semana.

A nomeação de Rolando Alexandre e a mudança na Polícia Federal do Rio de Janeiro geraram reações raivosas da esquerda. O deputado Marcelo Freixo (PSOL-RJ) expressou sua indignação nas redes sociais, o que é um indicador claro de que a escolha do Presidente Bolsonaro foi acertada.

É pouco provável que algum ministro do STF venha novamente tentar interferir de maneira inconstitucional na prerrogativa legal do presidente de escolher o diretor da Polícia Federal, como fez na semana passada o ministro Alexandre de Moraes. Principalmente após o recado duro que foi dado no último domingo pelos milhares de manifestantes nas ruas da capital federal e pelo próprio Presidente da República.

A despeito disso, o MBL, antigo movimento de rua que hoje é aliado explícito da esquerda (conforme prevíamos há cerca de quatro anos que fosse acontecer), ingressou na Oitava Vara da Justiça Federal de Brasília com uma ação contra nomeação de Rolando Alexandre.

O fato é que agora tanto a Polícia Federal quanto a ABIN são chefiadas por pessoas de confiança do Presidente da República, o que seguramente resultará no incremento da Lava Jato e na elucidação do crime cometido por Adélio Bispo, que tentou a mando assassinar o então candidato Jair Bolsonaro em setembro de 2018, identificando seus mandantes.