por paulo eneas
A Secretária Especial da Cultura, Regina Duarte, possivelmente deixará o governo federal ainda esta semana. A possibilidade de sua saída ficou ainda maior após a recondução do maestro Dante Mantovani à presidência da Fundação Nacional das Artes, Funarte, conforme publicado hoje (05/05) no Diário Oficial da União. Dante Mantovani é conservador e bolsonarista histórico, e havia sido exonerado da fundação a mando de Regina Duarte no início de março.

Segundo informações que recebemos, a recondução de Dante Mantovani foi decisão do próprio Presidente Bolsonaro, e foi interpretada por Regina Duarte como mais uma indicação de que o presidente não vai permitir que a área de cultura do governo federal venha a ser aparelhada por ativistas de esquerda tucanos e psolistas, como Regina Duarte vem fazendo desde assumiu o cargo.

Regina Duarte chegou à Secretaria de Cultura com a promessa de promover uma “união” política na pasta. Mas o que observou-se foi uma verdadeira caça aos conservadores promovida pela nova secretária e pelo seu preposto, o ativista de esquerda Humberto Braga, amigo de Marcelo Freixo (PSOL-RJ). Em entrevista a uma emissora de televisão em março, Regina Duarte adotou o tom vitimista e referiu-se aos apoiadores conservadores e bolsonaristas como sendo milicianos.

Essa caça aos conservadores empreendida por Regina Duarte e seu preposto Humberto Braga foi acompanhada da total inoperância da pasta da Cultura nesse período em que esteve chefiada por Regina Duarte. Mostrando-se completamente despreparada e incompetente para gestão de qualquer órgão público, a única preocupação de Regina Duarte nesses quase três meses foi a de nomear seus amigos da esquerda tucana e psolista para postos chave na secretaria.

Muitas destas nomeações foram barradas pelo governo, e na prática Regina Duarte não chegou a completar sua equipe e não empreendeu um único trabalho relevante sequer à frente da secretaria. Mas assegurou-se de promover o afastamento de praticamente todos os profissionais de linha conservadora e apoiadores históricos de Bolsonaro que ocupavam funções na pasta.

A saída de Regina Duarte já era tida como líquida e certa há algumas semanas, e somente foi postergada ao que tudo indica por conta da urgência de outras pautas, como a crise na saúde pública e saída do ex-juiz Sérgio Moro. Regina Duarte precisa e deverá sair do governo o quanto antes, pois ficou evidenciado, por ela mesma, sua absoluta falta de compromisso com a agenda conservadora que elegeu Jair Bolsonaro presidente.

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