As autoridades senegalesas afirmaram no final de abril que pretendem continuar prescrevendo hidroxicloroquina para pacientes com COVID-19 após uma análise preliminar que mostra uma redução no tempo de internação, enquanto o país enfrenta um aumento constante de casos.

O ministro da Saúde Abdoulaye Diouf Sarr, disse a repórteres que a pandemia não está enfraquecendo. Abdoulaye Diouf salientou que em um mês o número de casos tinha aumentado cinco vezes e que a transmissão estava ocorrendo cada vez mais de maneira comunitária.

As autoridades do Senegal decidiram seguir o exemplo do médico francês Didier Raoult, defensor fervoroso da hidroxicloroquina no tratamento da COVID-19, e generalizar a prescrição, em ambiente hospitalar, da hidroxicloroquina.

A infectologista Moussa Seydi, que coordena a linha de frente de combate ao vírus no país,apresentou os resultados de uma análise “preliminar”, mostrando que, em 54 pacientes que não receberam o tratamento com a hidroxicloroquina, a média de internação hospitalar foi de 13 dias, 11 dias para aqueles que receberam hidroxicloroquina isoladamente, 9 para aqueles que receberam hidroxicloroquina combinada com azitromicina (antibiótico) e até 8 para aqueles que consultaram precocemente e iniciaram o tratamento em 24 horas.

Segundo  análise dos efeitos colaterais do medicamento em 362 indivíduos, os efeitos colaterais não especificados foram observados em 12 pessoas. O tratamento foi continuado para 4 deles porque os efeitos não eram “incômodos” e pararam para os outros 8, mas não houve “efeitos colaterais graves” e todos os sinais diminuíram até o final do tratamento, relatou Moussa Seydi.

“Em vista desses resultados preliminares, continuaremos nosso tratamento com hidroxicloroquina”, afirmou a infectologista Moussa Seydi, O Senegal usa a hidroxicloroquina desde quando foi diagnosticado o primeiro caso do vírus chinês no país.

*Com informações https://koztimes.com/senegal-boasts-the-effects-of-the-chloroquine-with-figures-to-support-them/

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE