por paulo eneas
Os poderes públicos municipais e estaduais têm pautado suas condutas em meio à epidemia do vírus chinês pela mais absoluta irracionalidade e estupidez, acompanhadas de toda sorte de autoritarismo e pelo descumprimento das leis e da Constituição Federal. O saldo líquido destas iniciativas tem sido a eficácia zero no combate à epidemia.

Esta ineficácia pode ser constatada ao se observar que os estados que adotaram as medidas mais extremas de fechamento e isolamento social são justamente aqueles que apresentam os números mais elevados de contágio e de óbitos. São Paulo, que tem sofrido todo tipo de arbitrariedade praticada por João Doria, tornou-se o epicentro nacional da epidemia.

A capital paulista, governada pelo tucano Bruno Covas, foi alvo da estupidez máxima praticada por um governante em nome da epidemia. O prefeito tucano impôs um rodízio que retirou metade da frota de veículos das ruas e superlotou o já precarizado transporte coletivo da cidade. O objetivo da medida insana foi o de aumentar o “isolamento social”. O resultado da medida foi aumentar a aglomeração no transporte público urbano.

Uma semana após ter sido adotada, a medida estúpida foi revogada por “não surtir o efeito esperado”. Nenhum veículo da grande imprensa teve a decência de dizer que a único efeito que se poderia esperar de tamanha estupidez foi de fato alcançado: o aumento das aglomerações no transporte público e o consequente aumento do contágio, por responsabilidade exclusiva do alcaide tucano da capital paulista.

Ao anunciar a desistência do rodízio, o prefeito tucano também indicou seu recuo ante à criminosa proposta de lockdown da cidade, e deixou o ônus da medida com seu tutor e mentor político, o ditador tucano João Doria. Em nenhum momento o prefeito reconheceu a estupidez de seu rodízio, e nem pediu desculpas aos paulistanos pelas milhares de novas pessoas infectadas pelo vírus chinês por responsabilidade exclusiva dele.

Tanto João Doria quanto Bruno Covas simplesmente brincam de laboratório social com os brasileiros de São Paulo. Adotam experimentos sem qualquer fundamentação técnico-científica, ignoram solenemente as reais aspirações da população no que diz respeito ao enfrentamento da epidemia e a manutenção dos empregos, e agem como ditadores que não precisam prestar contas a ninguém de seus atos.


 

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