A Comissão Europeia divulgou no início de abril diretrizes que recomendam o uso de máscaras em público até para a população que não apresentava sintomas de infecção pela Covid-19. Muitos países da Europa adotaram as medidas, porém, a Suécia não.

“As máscaras nos espaços públicos não oferecem maior proteção à população”, disse o diretor geral da Agência de Saúde Pública Johan Carlson em entrevista coletiva na semana passada.

A Agência de saúde pública sueca e outras autoridades do governo disseram que o distanciamento social, lavar as mãos, não tocar seu rosto e ficar em casa se estiver doente, são algumas das melhores maneiras de limitar a disseminação da Covid-19. Eles argumentam que usar uma máscara facial tornaria as pessoas menos inclinadas a seguir as regras de distanciamento social e forneceria uma falsa sensação de segurança, pois ainda há risco de transmissão.

A Agência de Saúde Pública da Suécia, comandada pelo epidemiologista Anders Tegnell, afirmou que usar uma máscara facial aumenta a probabilidade de o usuário tocar seu rosto.

“O vírus pode se acumular na máscara e, quando você a tira, pode ser transferido para suas mãos e, assim, se espalhar ainda mais”, disse o epidemiologista sueco Dr. Anders Tegnell.

A Suécia é um dos únicos países da Europa a seguir um caminho totalmente diferente da abordagem de bloqueio total. O país optou por manter a economia funcionando, enquanto limitava as reuniões a mais de 50, manteve lojas, restaurantes e fábricas abertas, já que as autoridades de saúde preferiram a estratégia de ” imunidade ao rebanho ” combinada com o distanciamento social.