por angelica ca
A Polícia Federal, em parceria com o Ministério Público Federal e a Controladoria-Geral da União, desencadeou na manhã desta segunda-feira (25/05) a Operação Dispneia. O objetivo é apurar irregularidades na compra de 150 ventiladores pulmonares, que seriam utilizados no tratamento de pacientes em estado grave infectados com o vírus chinês em Fortaleza (CE).

De acordo com nota da Assessoria de Comunicação da Polícia Federal, a investigação identificou indícios de que, além da ausência de capacidade técnica e financeira da empresa contratada pela prefeitura, houve superfaturamento dos valores pagos pelos equipamentos, que atingiram o montante de R$ 34.7 milhões.

Comparando-se com outras aquisições de equipamentos com a mesma especificação durante o período de pandemia, chegou-se a indícios de um potencial prejuízo financeiro de até R$ 25.4 milhões aos cofres públicos.

A Secretaria de Saúde de Fortaleza alegou em sua justificativa para a aquisição emergencial a convivência diária com uma demanda de aproximadamente 100 pacientes em fila de espera para internação em UTI. Os mandados foram expedidos pela Justiça Federal do Ceará, após representação decorrente de Inquérito Policial.

Segundo a Polícia Federal, a investigação “apura malversação e desvio de recursos públicos federais, bem como crimes previstos na lei de licitações, na aquisição de equipamentos respiradores em dois procedimentos de dispensa de licitação realizados pela Secretaria Municipal de Saúde de Fortaleza (CE)”.

A Polícia Federal também investiga a contratação de uma empresa paulista de duvidosa capacidade técnica e financeira para entrega dos equipamentos. Com informações de Polícia Federal e Controladoria-Geral da União.


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