por paulo eneas
O Crítica Nacional vem apontando há cerca de quatro anos ou mais a existência de uma faceta obscura da Lava Jato, faceta essa caracterizada pela natureza policialesca e autoritária de suas ações contra alvos escolhidos a dedo.

Essa faceta sempre foi pouco percebida pela sociedade, uma vez que a operação sempre mirou preferencialmente no petismo e seus satélites fisiológicos corruptos, tendo por isso conquistado a simpatia e apoio da opinião pública, incluindo a quase totalidade da direita.

Essa faceta autoritária operada pelo então juiz Sergio Moro caracterizava-se principalmente pela seletividade de seus alvos, os petistas, e também pelos seus não-alvos, os tucanos, mesmo quando havia indícios de práticas de corrupção contra estes últimos. Desse modo, ficava claro, ainda que para uma minoria de analistas, que uma faceta da Lava Jato constituía-se na verdade em uma estrutura policialesca usada para o embate político no campo da esquerda.

Um embate no qual os tucanos saíram vencedores e os petistas saíram como derrotados. A despeito disso, o embate não perdeu as características da estratégia das tesouras: mesmo condenado, Lula ficou confortavelmente instalado na sede da Polícia Federal em Curitiba (PR) e não foi enviado para um presídio. Uma situação que somente foi possível com a anuência de Sergio Moro.

A advertência que fazíamos há cerca de quatro anos sobre o erro da direita em elevar Sérgio Moro à condição de herói nacional, e o posicionamento firme que adotamos contra o projeto das Dez Medidas Contra Corrupção – pois víamos ali o germe de uma estrutura policialesca e perseguidora que iria ser formada no interior do Estado brasileiro – materializou-se no ano de 2020, mas agora no âmbito do STF.

As ações de perseguição empreendidas contra conservadores e apoiadores do Governo Bolsonaro no escopo do inquérito inconstitucional das fake news utilizam em parte os mesmos métodos da faceta obscura do lavajatismo a serviço do tucanato, especialmente na seletividade dos alvos. Com a diferença que desta vez a operação é feita sob a batuta de Alexandre de Moraes e não mais sob a batuta de Sergio Moro.

Com a diferença também de que dessa vez a seletividade é usada não para punir alguns corruptos, como foi o caso com os petistas, e deixar impunes alguns outros, como era o caso com os tucanos. Agora a seletividade é usada para escolher a dedo pessoas às quais serão imputados crimes inexistentes: os apoiadores do Presidente Bolsonaro.

Para além dessa diferença, existe uma quase semelhança pouco percebida pelo público: ainda que a batuta esteja agora com Alexandre de Moraes do STF por meio do inquérito das fake news e também do inquérito das chamadas manifestações antidemocráticas, o ex-juiz Sergio Moro continua desempenhando um papel relevante nessa engrenagem jurídico-policialesca destinada a perseguir conservadores.

Um papel no qual a função de colunista no blog O Antagonista é apenas um elemento de superfície. A natureza desse papel desempenhado por Sérgio Moro, e como este papel está imbricado com a agenda socialista dos tucanos, será objeto de outro artigo nos próximos dias. Para uma abordagem mais detalhada do tema deste artigo, recomendamos o vídeo abaixo com Dr. Evandro Pontes e Fernando Mello, do canal Comunicação e Política.



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