por paulo eneas
O nome do deputado federal Major Vitor Hugo, líder do governo na Câmara dos Deputados, passou a ser especulado como possível escolha para a chefia do MEC. Segundo o site Brasil Sem Medo, o deputado Vitor Hugo teria prometido à ala conservadora da bancada a manutenção de nomes como Carlos Nadalim e Ilona Becskeházy no ministério, como forma de diminuir a resistência dos conservadores ao seu nome.

A escolha do novo ocupante do MEC vem sendo conduzida de modo errado, em torno da avaliação de nomes de per si, e no contexto da aproximação com o Centrão, quando na verdade a escolha deveria ser guiada pela diretriz da política educacional do programa de governo aprovado nas urnas.

O programa de governo aprovado nas urnas compromete-se com a despetização do Ministério, o fim de políticas de cotas e da agenda identitária e de ideologia de gênero em sala de aula, combate à corrupção e às tentativas de fundações globalistas ligadas a grupos monopolistas de estabelecer um sistema de educação segundo diretrizes da ONU.

O programa também compromete-se com a reestruturação do ensino superior, com a revisão da noção de autonomia universitária, revisão dos critérios de alocação de recursos públicos para pesquisas acadêmicas, o fim do construtivismo e de toda a herança nefasta deixada pelo ideólogo Paulo Freire no sistema educacional brasileiro, que tornou-se um dos mais caros e um dos piores do mundo.

Em nosso entender, é o compromisso com esse programa, aliado à capacidade e experiência de gestão e adesão plena à agenda conservadora do Governo Bolsonaro, que devem guiar a escolha de um nome. O Major Vitor Hugo, em que pese suas qualidades como político, não atende a estes requisitos, de modo a cogitação de seu nome para o cargo constitui-se no mínimo em um equívoco gigantesco.

Nomes como o Coronel José Gobbo Ferreira, militar de formação conservadora, estão muito mais próximos do perfil necessário para o desafio de chefiar o MEC. A área de educação em um governo conservador que chegou ao poder após mais de meio século de hegemonia esquerdista não pode ser tratado de modo usual como uma área qualquer do governo. O MEC não pode entrar como moeda de troca de negociações políticas.

O novo ministro precisa entender também o papel central da educação na guerra cultural, no esforço de recuperação da identidade nacional como elemento obrigatório para a reafirmação de nossa soberania num contexto de enfrentamento às agendas globalistas-comunistas em todas as áreas da vida pública, incluindo a educação e a cultura.

O novo ministro precisa ter a clareza desse desafio tal como tinha Abraham Weintraub, e reunir todos os requisitos necessários para enfrentá-lo. Portanto, a escolha do novo titular do MEC não pode de forma alguma ocorrer no contexto da redefinição das relações do Governo com o Congresso Nacional. A escolha precisa ser feita com base no contexto da guerra cultural que o Governo Bolsonaro precisa e deve empreender em todas as áreas da vida pública.


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