por paulo eneas
O Governo Federal decidiu enviar uma missão de ajuda técnica e humanitária ao Líbano, como parte do esforço internacional que vem sendo feito para ajudar aquele país após a tragédia da explosão em um porto da capital libanesa, que deixou centenas de mortos e milhares de feridos.

O anúncio da decisão do governo brasileiro foi feito pelo Presidente Bolsonaro neste domingo (09/08) durante conferência virtual com líderes mundiais destinada a discutir a ajuda internacional para a reconstrução de Beirute. O presidente também informou durante a conferência que convidou o ex-presidente Michel Temer, cujos pais são libaneses, para chefiar a missão brasileira.

O governo brasileiro tomou uma medida correta ao decidir oferecer ajuda aos libaneses, principalmente considerando que o Brasil, como lembrou o Presidente Bolsonaro, está entre os países que mais receberam libaneses em todo o mundo. No entanto, o governo errou ao escolher como chefe da missão um ex-integrante do governo do Foro de São Paulo no Brasil, o mesmo Foro de São Paulo que o então deputado Jair Bolsonaro tanto combateu.

Além de ter sido integrante do condomínio de poder formado pelo Foro de São Paulo no Brasil, representado pelo PT, PCdoB e PSB, e pelo PMDB na figura de Michel Temer como vice-presidente da petista Dilma Rousseff, o ex-presidente foi preso logo após deixar a presidência e é investigado em um caso envolvendo o dono JBS, Joesley Batista, e o ex-procurador Rodrigo Janot.

O presidente poderia ter convidado outro integrante da colônia libanesa para representá-lo nesta missão: não faltam empresários, figuras públicas ou mesmo políticos de passado limpo aptos a desempenhar estar função.

Ao escolher Michel Temer, o presidente sinaliza positivamente para o MDB. Mas ao mesmo tempo emite um sinal ambíguo para o conjunto da sociedade, ao prestigiar uma figura pública que fez parte de um esquema de poder e de determinadas práticas políticas contra as quais o então deputado Jair Bolsonaro foi eleito para chefiar a Nação.


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