por paulo eneas
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quinta-feira (13/08) um acordo de paz histórico entre o Estado de Israel e os Emirados Árabes Unidos. O acordo resultará na renormalização plena das relações entre os dois países, e constitui-se no primeiro acordo de paz estabelecido entre Israel e um país do Golfo Pérsico. Até a data de hoje, Israel havia estabelecido acordos de paz com apenas dois países árabes: Egito e Jordânia.

Na declaração conjunta emitida pelos Estados Unidos, Israel e Emirados Árabes Unidos, e que pode ser vista no print de documento em inglês mais abaixo, o mandatário norte-americano refere-se ao acordo como uma conquista diplomática histórica.

O acordo resultou da ação direta da diplomacia norte-americana no Oriente Médio, conduzida por Jared Kushner, genro de Donald Trump, e reflete o aprofundamento das relações entre Israel e Estados Unidos durante o governo Trump, que reverteu a política desastrosa levada a cabo anteriormente por Barack Obama, que privilegiou o fortalecimento do Irã como potência regional em detrimento dos interesses de Israel e dos países árabes sunitas.

O esforço de paz no Oriente Médio empreendido pelo governo de Donald Trump veio acompanhado pela defesa inequívoca de Israel, pelo reconhecimento de Jerusalém como capital israelense, além do reconhecimento da soberania israelense sobre os Colinas do Golã, na fronteira com a Síria. Esse posicionamento norte-americano foi possível, também, pela auto-suficiência em energia e petróleo alcançada em anos recentes pelos Estados Unidos.

A avaliação do chanceler brasileiro Ernesto Araújo
Em entrevista dada a CNN Brasil no início desta noite, o chanceler brasileiro Ernesto Araújo reconheceu a importância do acordo que, segundo o chanceler, muda a geometria do Oriente Médio e confirma uma tendência no mundo árabe, que é a de reconhecer e admitir a existência do Estado de Israel.

Ernesto Araújo lembrou que o Brasil, sob o Governo Bolsonaro, atingiu patamares sem precedentes na qualidade das relações com Israel e com os Emirados Árabes Unidos. Quanto ao item do acordo que prevê a suspensão temporária dos planos de “anexação” das regiões judaicas históricas de Samaria e Judeia, conhecidas no Ocidente como Cisjordânia, o chanceler Ernesto Araújo lembrou que se trata de um item de base da negociação.

O ponto mais importante do acordo, e que foi ignorado pela bancada de entrevistadores da CNN Brasil, foi destacado pelo chanceler brasileiro: uma das premissas para qualquer negociação de paz no Oriente Médio é a garantia da segurança e da existência do Estado de Israel. No entendimento de Ernesto Araújo, a percepção dessa premissa começa a fazer-se presente nos países árabes. E de nossa parte, entendemos que a assinatura deste acordo de paz entre Israel e Emirados Árabes Unidos materializa esta percepção. Com informações de Joel B. Pollak do site Breitbart.



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