por paulo eneas
Um bebê de cinco meses corre o risco de ser assassinado nas próximas horas deste domingo (16/08) por meio de um procedimento de aborto autorizado pela justiça a pedido do Ministério Público. O caso envolve uma menina de dez anos do município de São Mateus (ES), que encontra-se grávida de cinco meses em decorrência de ato de agressão sexual.

O agressor foi identificado e evadiu-se após ter sua prisão decretada. Alguns dos demais membros da família também foram presos, de modo que a criança encontrava-se sem nenhum adulto responsável que respondesse por ela, razão pela qual ela estava nos últimos dias sob guarda do Estado por meio de duas assistentes sociais.

Após a menina ter sido atendida no serviço de saúde UCAM para a realização do aborto nos termos da legislação vigente, que permite o assassinato de fetos de até vinte semanas decorrente de estupro, os médicos constataram após três exames de ultrassom que a menina já estava com vinte e duas semanas de gravidez.

Portanto, a condição da menina não mais se enquadra na legislação atual e o caso dela não diz mais respeito a aborto e sim a um parto prematuro. Diante desta constatação, os médicos do serviço de saúde pública do Espírito Santo recusaram-se a realizar o assassinato do bebê. Essa rejeição, segundo nossas fontes, baseou-se também objeções de consciência, além do não atendimento das exigências da legislação vigente.

Os movimentos abortistas do estado do Espírito Santo mobilizaram seu poder de lobby e obtiveram autorização judicial para o assassinato do bebê no ventre da criança. Com a recusa dos médicos do Estado em realizar o procedimento, o Secretário de Saúde do estado entrou em cena e, via medida judicial, coagiu os médicos da UCAM a dar a alta médica a menina. Ela foi então levada neste domingo para Recife (PE) para abortar.

A ação dos agentes do Estado do Espírito Santo, atendendo ao lobby do movimento abortista, envolveu inclusive a participação da Polícia Civil do Estado e a disponibilização de viagem aérea para Pernambuco, para realizar o aborto com um médico já conhecido por ter praticado inúmeros abortos anteriormente. Paralelamente a esses fatos, um parecer médico emitido pelo Dr. Ubatan Loureiro Júnior (CRM-DF 5557) Médico Gineco-Obstetra, Especialização em Bioética, afirma expressamente:

Definição de aborto em caso de estupro não se enquadra no caso, pois o feto já tem mais de 500g e se enquadra como parto prematuro, sendo que em um hospital com excelente UTI Neonatal tem condições de receber e dar qualidade de vida a esse ser humano por nascer.

A íntegra do parecer médico do Dr. Ubatan Loureiro Junior pode ser vista no documento em pdf nesse link  e cuja imagem está também reproduzida ao final desta reportagem. Nas  atuais circunstâncias da menina, se o procedimento vier a ser feito não será um aborto no sentido “convencional”, mas sim um parto prematuro no qual o bebê será assassinado em seguida ao nascer, ou será assassinado antes, para em seguida ter seu cadáver ou restos mortais retirado do ventre materno por meio de cesariana.

Integrantes de movimentos pró-vida, especialmente católicos e protestantes, reuniram-se no início da noite deste domingo em frente à clínica para onde a menina será levada para o procedimento de assassinato do bebê que ela traz no ventre. Os ativistas manifestam-se pacificamente em defesa da vida do bebê e da menina, esta manifestação tem todo apoio e endosso do Crítica Nacional uma vez que se trata de um ato em defesa da vida e contra uma barbaridade a ser cometida pelo Estado, que cedeu ao lobby da ideologia da morte.

A legislação brasileira precisa ser modificada
A legislação brasileira é extremamente permissiva com o assassinato de fetos, sendo que um dos casos previstos no ordenamento jurídico nacional que permite esta forma brutal e desumana de assassinato de inocentes decorre do ativismo judicial do STF, que legislou autorizando o assassinato de anencéfalos.

No caso da violência sexual, é preciso endurecer as penas de estupradores e retirar benefícios de progressão de pena, e não punir com a morte a criança gerada em decorrência do crime de estupro. O trauma das mulheres vítimas da  violência sexual é o ato violento em si, e não a criança que dele venha a ser gerada.

A permissividade da atual legislação brasileira, ao permitir o assassinato de bebês em caso de estupro, contribui para o drama hoje vivido pela menina de dez anos do Espirito Santo, cuja condição está sendo instrumentalizada pelos adeptos da ideologia da morte.

A menina não precisa nem deve abortar: ela precisa ser amparada na sua gravidez, com acompanhamento médico para um possível parto prematuro, e depois do parto ela e a criança receberem todo apoio e suporte, em favor da vida da menina e de seu bebê.  Colaboração de Alessandra da Silva, Movimento Conservador do Espírito Santo.



Crítica Nacional Notícias:


 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE