por camila abdo e paulo eneas
A Terceira Seção do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu nesta quinta-feira (13/08) manter Adélio Bispo de Oliveira, o criminoso autor da facada contra o então candidato presidencial Jair Bolsonaro, preso na Penitenciária Federal de Campo Grande (MS).

Os ministros mantiveram assim a decisão monocrática adotada anteriormente pelo ministro Joel Ilan Paciornik, que havia entendido que Adélio Bispo deveria continuar no presídio federal devido à sua alta periculosidade e diante da falta de hospital para tratamento psiquiátrico.

Em junho do ano passado a justiça absolveu Adélio Bispo pela facada contra o então candidato Jair Bolsonaro, crime ocorrido em setembro de 2018 em Juiz de Fora (MG) durante a campanha presidencial. A decisão foi proferida após o processo criminal que considerou Adélio Bispo inimputável por transtorno mental.

A disputa quanto ao local onde deveria ficar o criminoso Adélio Bispo surgiu a partir de uma divergência entre a Justiça Federal de Campo Grande (MS) e a de Juiz de Fora (MG). Em março deste ano, o juiz Dalton Conrado, da Justiça Federal em Campo Grande, decidiu que Adélio não pode continuar preso no presídio federal. Para o magistrado, ele deve ficar em “local adequado” para tratamento psiquiátrico.

Diante da decisão, o juiz Bruno Savino, da 3ª Vara da Justiça Federal da cidade de Juiz de Fora, consultou o hospital psiquiátrico de Barbacena (MG). A instituição informou, segundo o magistrado, que não teria vagas disponíveis e que não teria meios de garantir a segurança do local, caso Adélio Bispo fosse transferido para aquele hospital.

O juiz Bruno Savino decidiu então remeter o caso ao Superior Tribunal de Justiça, que decidiu pela permanência de Adélio Bispo em Campo Grande (MS). Com informações da Agência Brasil.


 

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