por angelica ca
Hospitais chineses foram forçados a matar recém-nascidos e a realizarem abortos tardios na tentativa de diminuir a população muçulmana uigur no noroeste da China, disse o ex-médico Hasiyet Abdulla de Xinjiang, que atualmente mora na Turquia, em entrevista na segunda-feira (17/08) à Radio Free Asia.

Na entrevista Abdulla, falou sobre seus 15 anos de trabalho em vários hospitais em Xinjiang como médico uigur, incluindo o Hospital XUAR de Medicina Tradicional Uigur. Ele disse que todos os hospitais da região possuem uma unidade de planejamento familiar onde os funcionários mantêm registros detalhados de todas as gestações.

Eles supervisionam os abortos nos casos em que as mulheres não aguardavam o intervalo de tempo adequado entre as gestações e também supervisionam a implantação de dispositivos intrauterinos (DIU) após a gravidez, disse ele.

De acordo com relatos do médico, os membros da equipe médica realizavam o aborto independemente do tempo de gestação “chegaram a matar os bebés depois de nascerem”, disse ele. “Tratava-se de cumprir uma ordem que vinha de cima, uma ordem impressa e distribuída em documentos oficiais. Os hospitais são multados se não obedecerem. E claro, acabam por fazê-lo”, reforçou.

O regime comunista chinês aprovou uma lei em 2017 que ordena que os uigures e outras minorias étnicas tenham três filhos se morarem em áreas rurais ou dois se viverem em áreas urbanas. Abdulla disse que as famílias que atingiram esse limite eram forçadas a abortar seus bebês em gestação. “Eles não dariam o bebê aos pais, eles matam os bebês quando nascem”, disse Abdulla à Radio Free Asia. Com informações de Radio Free Asia, Daily Caller e Business Insider.

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