por evandro pontes

Pedro,

Permita-me cortar o “prezado”, pois, em nome da verdade devo dizer: não o prezo.

Mas veja que curiosidade: também não o odeio – eu apenas tenho muita pena de você.

Nota-se, pelo uso da gramática, que atrás dessa tela há um sujeito com deficiências não só cognitivas, mas sobretudo de formação. É fruto da penúria educacional brasileira, sem a menor dúvida – teve formação escolar pífia, é certamente pessoa de pouca leitura pela quantidade de erros gramaticais que comete e, desafortunadamente, usa de sua posição.

Não me cabe aqui julgar seu caráter – não o conheço e talvez você seja até um regular pagador de impostos, mas o que mais me chamou a atenção desde que você iniciou “investigações” sobre a minha atuação é o pedágio que você paga para figuras como o deputado Alexandre Frota e o multi-investigado Luciano Ayan (um dos nomes fakes de um tal de Carlos Afonso, outro que dedicava seu tempo, antes de ser levado a responder por crimes graves na justiça, a tentar descobrir qual meu papel como analista político).

Pois bem, Pedro. Há uma séria dificuldade de sua parte em entender meu papel: o problema não é só cognitivo dado ao seu Q.I. de dois dígitos – há ai um excesso de confiança em fofocas. Como você não é jornalista e não conhece os procedimentos (deveria ter me ligado para checar as fofocas que recebeu a meu respeito), vou, desta vez, fazer vistas grossas para o seu deslize ético. Mas adianto, é última vez, takey? Adicionalmente, vou ajudá-lo em suas próximas postagens e te explicar quem eu sou e qual o meu papel nessa história toda.

Em primeiro lugar, sempre afirmei isso e volto a afirmar (há lives no Youtube em que afirmo isso com todas as letras) – nunca quis cargo no governo, nunca “tentei” e acho a função de AGU insuficiente para minhas qualificações. Veja, por exemplo, o curriculum do atual titular da pasta e de seus respectivos antecessores e compare com o meu. A camisa, ali, ficaria pequena para mim. Compare o curriculum do Presidente do STF com o meu (bem, se comparar com o seu, talvez vocês até empatem – essa foi covardia da minha parte, confesso).

Prego em diversos meios há mais de anos que o Judiciário carece de uma reforma. A estrutura jurídica do país, intelectualmente corrompida como se encontra, por força de uma construção do governo que vocês apoiavam no DCM, é meio insalubre para os conservadores. Não é possível fazer um trabalho minimamente decente neste STF. Para este STF, eu não tenho o menor interesse em integrar. AGU então, quero distância. Portanto, são falsas as suas afirmações a respeito das minhas pretensões.

Meu trabalho é aqui. E por isso é que incomodo tanto as suas fontes e o pessoal que você tanto louva em suas matérias. Do lado de cá eu me sinto confortável para criticar o STF como venho fazendo.

Posso também criticar os políticos da esquerda, como Tábata Amaral, Ciro Gomes, Lula, Haddad e quem mais venha a me chamar a atenção pela tibieza das ideias e pela estupidez das colocações (você só conseguiu atingir esse nível hoje, parabéns!).

Não poupei também a Isentoleft – pergunte ao youtuber Nando Moura se é fácil debater comigo. Não coincidentemente, após esse debate, tudo mudou com Nando Moura: tornou-se adversário ferrenho do governo, passou a atacar o Prof. Olavo e, obviamente, dizer coisas a meu respeito que, honestamente, eu nem ligo (tenho mais o que fazer).

A turma da comédia (Danilo Gentili, Mau Meirelles) também tentou algo comigo, sem sucesso. Suas colegas de coluna social Patrícia Campos Mello (a do “furo”) e Vera Magalhães (a que assa linguiças na sala do próprio apartamento) também podem lhe fornecer informações do que tentaram investigar a meu respeito.

Recentemente, Ministros do governo Bolsonaro, como André Mendonça, Damares Alves, José Levi, Jorge Oliveira foram alvo de contundentes críticas de minha parte. Pergunte aos anônimos que defendem os militares do governo, os positivistas e a Min. Damares o que acham a meu respeito e se eles creditam alguma liderança à minha pessoa.

Veja minhas participações na Superlives e lá notará como posiciono.

Eu sei, Pedro, que é bastante coisa. Sei o quanto alguém que trabalha muito (como eu) parece ser difícil de decifrar para alguém que trabalha pouco (como você). Seu trabalho até mesmo de colunista social é péssimo, mas não desanime. Leia um por um dos textos que escrevi, dos podcasts que participei, dos livros que escrevi, das lives que integrei.

Acompanhe a Rádio ShockWave as segundas-feiras e passe a observar meus pontos de vista. Se você gostar de heavy metal, veja meu programa aos domingos, o Metal Bridges. Entre no meu canal do Telegram e veja o que tenho postado lá.  Sei que é muita coisa, Pedro, então pelo menos use o Google para saber quem eu sou. Só por ai você tem bastante material – coisa muita mais rica e relações muito mais importantes do que essa coisa ridícula de print de zap de DR de casal jovem. Não seja ridículo, Pedro.

Esse faroeste de prints, cujo vale-tudo foi aberto pelo Intercept, eu já cantei a bola há anos no Guten Morgen – comigo essa paspalhice não vai funcionar, pois estou ao menos há dois anos na sua frente, Pedro.

Mas vai aí uma dica: há muita coisa ruim e suja a ser investigada no Brasil, Pedro. Corrupção real, verdadeira, com volumes robustos associados ao “Covidão”. Há coisas para você investigar no STF, Pedro. Há uma epidemia de pedofilia acontecendo e você não fala nada – será que alguém do seu meio de coluna social não tem nada para te informar sobre isso para que você comece ao menos a se tornar um colunista social mais relevante que o Léo Dias? Vai Pedro, esforce-se!

Dizer que eu “lidero” um esquema de “notícias falsas” sem ao menos indicar uma porra de uma única notícia que eu tenha dado cujo fato relatado não seja verdadeiro, beira, de fato, a tendências mentais e cognitivas preocupantes.

Sua última matéria tentando fazer associações com base em “briga de casal por whatsapp” beirou, desta vez, o ridículo mais alto jamais visto nas letras das colunas sociais.

Quosque tandem, Petrus, abutere nostra patientia?

E mesmo na situação de colunista social, você sabe – vai acreditar na palavra de um youtuber fracassado que mencionou meu nome numa briga de casal? É isso que você tem para ganhar os cliques que precisa para melhorar o seu ad-sense? Você vai usar o mesmo mecanismo que o youtuber usa, que o Antagonista usa, para caçar cliques?

Pedro, nem fofoca você sabe fazer.

Agora, se você quer abandonar as colunas sociais e o blog de fofocas para se iniciar no jornalismo, aí vai: por que você não dedica o espaço que tem para ajudar a polícia nas investigações referentes ao Ayan, que você entrevistou com pompas e circunstâncias?

Por que você não investiga o papel do deputado que você tanto cita, no curso de uma CPMI incapaz de achar um parafuso que seja contra quem quer que haja? Você, como colunista social e especialista em fofocas de periferia, acha mesmo que tudo que ocorre nessa CPMI, que tinha como fonte uma pessoa investigada pela Justiça de São Paulo, é feito dentro dos conformes legais e dentro do que manda o devido processo legal?

Pedro – revele para nós: qual a sua relação e qual o seu interesse com parte da ala que se diz de direita e decanta falso apoio ao governo Bolsonaro? A imprensa pode investigar as suas relações da mesma forma que você intui as minhas com base em fotos, prints de tuíte de terceiros e prints de WhatsApp de briga de casal?

Sem mais para o momento,

Evandro Pontes.


 

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