por paulo eneas
Após pressão das redes sociais e dos deputados estaduais Gil Diniz e Douglas Garcia, que na segunda-feira (31/09) acusaram o governo paulista de preconceito religioso contra cristãos, o governador tucano João Dória recuou em relação a exclusão de termos cristãos nos materiais didáticos da Secretaria de Educação do Estado de São Paulo. Mas o comunicado oficial da secretaria anunciando o recuo contém uma mentira.

Conforme foi informado pelo Crítica Nacional na matéria Secretaria de Educação do Estado de São Paulo Decide Abolir Menção a Era Cristã no Material Didático publicada na segunda-feira (31/08), os materiais didáticos distribuídos aos estudantes da rede estadual de ensino em São Paulo foram modificados em sua versão online, de onde foram excluídas as nomenclaturas a.C e d.C, para serem substituídas pelas denominações a.e.C e e.C (Antes da Era Comum e Era Comum).

A informação veio a público quando começou a circular nas redes sociais o trecho de um vídeo onde uma professora explica, durante uma aula online no Centro de Mídias São Paulo, mantido pela própria Secretaria Estadual de Educação, as supostas razões para a mudança na nomenclatura usada para a contagem do tempo histórico.

Argumentou-se no vídeo da Secretaria de Educação, e que também pode ser visto em nosso artigo linkado mais acima, que as referências a Cristo na nomenclatura tradicional possuem uma componente religiosa. E como nem todas as pessoas são cristãs, a nomenclatura deveria ser substituída por termos mais neutros.

Esse argumento secularista tacanho e medíocre foi contestado por nós na edição do dia 31 de agosto do Jornal Crítica Nacional, cujo trecho contendo esta reportagem pode ser visto no vídeo abaixo. O governador tucano tentou negar o fato, acusando tanto o deputado estadual Gil Diniz, quanto o deputado federal Luiz Philippe de Orleans de divulgarem supostas fake news.

Mas diante da evidência irrefutável dada pelo próprio vídeo da Secretaria de Educação de São Paulo, e diante da enorme repercussão negativa nas redes sociais e na mídia independente, o governador tucano foi obrigado a recuar. Um comunicado oficial da Secretaria de Educação, que pode ser visto nesse link aqui, afirma que as denominações a.C e d.C são o padrão da secretaria.

Mais adiante no comunicado, ao explicar o uso dos termos a.e.c. e e.c., o comunicado da secretaria diz que: “cumpre esclarecer que a aula em questão procura explicar essa distinção e não representa uma diretriz da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo que continua utilizando a terminologia a.C/d.C. como o padrão“. (grifo nosso)

Ocorre que o vídeo da aula da Secretaria da Educação diz explicitamente o contrário. Conforme pode ser visto mais abaixo, em dado trecho a professora afirma:

“Esta é uma descrição da divisão da linha do tempo, de antes de Cristo e depois de Cristo, porque a gente fez uma mudança na denominação aí (…). Mas a Secretaria de Educação, em alguns de seus materiais, ela decidiu que vai se utilizar (sic) essa sigla a.e.c. que significa antes da era comum.”

No vídeo abaixo, essa posição da secretaria é explicitada pela fala da professora que apresenta essa diretriz em um evento organizado por um órgão oficial da Secretaria de Educação:

Ou seja, mesmo tendo recuado desta decisão esdrúxula e sem sentido algum, o governador tucano João Doria, por intermédio de sua Secretaria de Educação, mente ao afirmar que não houve tal mudança, e o comunicado da secretaria admitindo o recuo de sua posição traz uma afirmação falsa, que não corresponde a um fato presenciado amplamente pelo público. Colaboração Camila Abdo.



Crítica Nacional Notícias:


 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE