por paulo eneas
A AstraZeneca e o Instituto Jenner da Universidade de Oxford anunciaram nesta terça-feira (08/09) que interromperam a fase 3 do teste de sua vacina contra covid após uma reação adversa grave em um participante do estudo no Reino Unido. Em um comunicado, o porta-voz da AstraZenec informou da decisão de suspensão, alegando que este procedimento é rotineiro em fase de testes para a produção da vacina.

O site Stat News afirmou que os pesquisadores que realizam outros testes com a vacina de Oxford estão agora procurando casos semelhantes de reações adversas, vasculhando bancos de dados revisados ​​por um chamado Conselho de Monitoramento de Dados e Segurança.

Por sua vez, o site Fr24 News, informa que a vacina conhecida como AZD1222 usa um adenovírus que carrega um gene para uma das proteínas do SARS-Cov-2, o vírus que causa o Covid-19. O adenovírus é projetado para induzir o sistema imunológico a gerar uma resposta protetora contra o SARS-2. A plataforma ainda não foi usada em uma vacina aprovada, mas foi testada em vacinas experimentais contra outros vírus, incluindo o Ebola.

O governo brasileiro e a vacina para o vírus chinês
A anúncio da suspensão dos testes com a vacina de Oxford ocorreu no mesmo dia em que o ministro da Saúde, General Eduardo Pazuello, prometeu ao público que a vacina para o vírus chinês estaria disponível no Brasil a partir de janeiro do ano que vem. O governo brasileiro já firmou acordo com a AstraZeneca para a produção e aplicação da vacina no país.

O nosso entendimento é que o governo brasileiro necessita rever sua estratégia para lidar com a pandemia do vírus chinês. Focar a estratégia na imunização da população por meio de uma vacina produzida em alguns poucos meses, quando em condições normais uma vacina demora anos para ser produzida, constitui-se em um erro e em um risco para a saúde da população.

Um erro que pode ter implicações graves, uma vez que é possível que o risco de uso da vacina venha a se tornar estatisticamente maior do que o risco de se desenvolver a covid após a contaminação pelo vírus.

É nosso atendimento que o governo federal deveria abandonar esta estratégia focada em vacinas, para as quais a própria indústria farmacêutica não oferece garantia de segurança, o que torna o empreendimento da vacina uma aventura com a saúde pública, e mirar no atendimento precoce e medidas de profilaxia, conforme explicado no vídeo abaixo. Colaboração de Angelica Ca.



CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE