por angelica ca
Argentina governada pelo Foro de São Paulo caminha a passos largos para venezuelização, conforme indicam os dados divulgados nesta quarta-feira (30/09) pelo Instituto de Estatística do vizinho portenho, que mostram que o índice de pobreza na Argentina subiu para 40.9% da população no primeiro semestre deste ano, sendo que desse total 10.5% corresponde a pessoas em nível de indigência.

Os números representam o pior registro sócio-econômico da história do país governado pelo poste Alberto Fernandez. Segundo o Instituto de Estatística, no primeiro semestre deste ano, a renda familiar mensal total média das famílias pobres era de cerca de US$ 320.00 pelo câmbio oficial. No entanto, a cesta básica atingiu US$ 545.00, o que corresponde a 40% a mais da renda.

No final de 2019, a taxa de pobreza era de 35.5% e a indigência de 8%. Na comparação interanual, o número de pessoas abaixo da linha da pobreza aumentou 5.5 pontos percentuais e na indigência 2.8 pontos percentuais.

“Aos poucos, chegamos perto da metade da população que não consegue comprar uma cesta básica com sua renda. Isso é muito preocupante porque tem um percentual muito alto de crianças e adolescentes”, afirmou o economista Ricardo Aronskind à agência de notícias AFP.

Os dados ainda apontam que em termos de faixas etárias, 56.3% das pessoas de zero a 14 anos são pobres. A Argentina está em recessão desde 2018, com uma taxa de inflação anual de 40% ou mais.

O índice divulgado pelo Instituto de Estatística vem em meio a uma grave crise econômica e a uma quarentena que dura há mais de 6 meses, a maior em todo o mundo. E para arrematar, o Fundo Monetário Internacional estima que o país fechará este ano com uma contração de 9.9% de seu Produto Interno Bruto. Com informações de La Nacion, Panam Post e AFP.

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