por angelica ca e paulo eneas
Um relatório divulgado nesta quinta-feira (08/10) pelo Comitê de Defesa do Parlamento do Reino Unido afirma que existem evidências de conluio entre a Huawei e o aparato do Partido Comunista Chinês. O relatório pede a imediata remoção de todos os equipamentos da empresa chinesa antes do prazo inicialmente estipulado, até o ano 2027, pelo primeiro-ministro Boris Johnson.

“É claro que a Huawei está fortemente ligada ao Estado chinês e ao Partido Comunista Chinês, apesar de suas declarações em contrário”, concluiu o relatório, citando evidências que incluem subsídios governamentais chineses à empresa que, conforme o Crítica Nacional vem afirmando há meses, é um braço operacional tecnológico de espionagem do Partido Comunista Chinês .

Conforme foi noticiado pelo Crítica Nacional em julho deste ano, o primeiro-ministro britânico Boris Johnson havia ordenado que toda tecnologia da Huawei fosse banida da rede 5G do Reino Unido até 2027. Boris Johnson também proibiu a Huawei de fornecer novos equipamentos às suas redes 5G a partir de 31 de dezembro deste ano.

O relatório do Comitê de Defesa sugere, no entanto, que os equipamentos da Huawei sejam removidos das redes do país antes do planejado originalmente. O comitê afirmou em relatório que apoiou a decisão de Johnson de eliminar a Huawei da rede 5G britânica, mas observou que esta exigência poderá ser antecipada para 2025, o que pode ser considerado economicamente viável.

As conclusões do comitê são baseadas em depoimentos de acadêmicos, especialistas em segurança cibernética e profissionais da indústria de telecomunicações, entre outros, incluindo alguns críticos de longa data da empresa, informou a BBC.

Segundo a BBC, o relatório cita um empresário que afirmou que o regime comunista chinês “financiou o crescimento da Huawei com cerca de US$ 75 bilhões nos últimos três anos”, o que permitiu à empresa vender seu hardware a um preço ridiculamente baixo, numa típica prática de dumping.

O relatório também destaca uma afirmação feita por um pesquisador especializado em irregularidades corporativas na China, que alegou que a Huawei havia “se envolvido em uma variedade de atividades de inteligência, segurança e propriedade intelectual”, apesar de suas repetidas negativas.

“É claro que a Huawei está fortemente ligada ao Estado chinês e ao Partido Comunista Chinês, apesar de suas declarações em contrário”, conclui o comitê. “Isso fica evidenciado por seu modelo de propriedade e os subsídios que recebeu.” Com informações de BBC, Business Standard e Forbes.


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