por angelica ca e paulo eneas
A organização Cuban Prisoners Defenders trouxe a público em setembro uma denúncia sobre as chamadas missões médicas cubanas, com base no testemunho de 622 profissionais de saúde que fizeram parte destas missões internacionais. A apresentação da denúncia, que foi levada ao Tribunal Penal Internacional, foi transmitida ao vivo pelo Diario de Cuba e contou com depoimentos destas testemunhas.

O relatório da Cuban Prisoners Defenders revela um dos segredos mais bem guardados pela ditadura comunista cubana, e traz detalhes sobre os valores cobrados e pagos aos médicos cubanos que são enviados nestas missões para desenvolver trabalho escravo no exterior.

Conforme relatado pelo Diario de Cuba, o relatório do Cuban Prisoners Defenders confirma que os trabalhadores cubanos recebem entre 9% e 25% do que o país anfitrião paga por seu trabalho. Este confisco não se limita às missões médicas, mas estende-se a quase todos os profissionais cubanos contratados através de acordos governamentais para trabalhar no exterior.

Segundo revelou o Cuban Prisoners Defenders, o regime comunista cubano sempre negocia contratos lucrativos para os médicos que exporta, e muitas vezes esses contratos são financiados pelo país destinatário dos serviços. Outras vezes, o contrato é um modelo tripartite no qual um terceiro país rico, como Noruega, Portugal ou Luxemburgo, financia a missão.

Os trabalhadores nesses casos sempre recebem como pagamento o que o relatório do Cuban Prisoners Defenders  descreve como uma pequena fração residual do que a ditadura cubana cobra por estes serviços. Segundo 405 depoimentos coletados no relatório da Cuban Prisoners Defenders, verificou-se que o salário médio mensal recebido pelos profissionais cubanos varia entre US$ 71 (para os contratados em Belize) e US$ 1.089 (para os exportados para a Arábia Saudita). O relatório também informa os salários mensais pagos aos profissionais em alguns outros países:

Eritreia: US$ 1.072
Timor Leste: US$ 984
Jamaica: US$ 933
Serra Leoa: US$ 855
Brasil: US$ 846
Trinidad e Tobago: US$ 827
Qatar: US$ 734

Os profissionais ganham salários de acordo com sua especialidade e status profissional. Portanto, os médicos são mais bem pagos do que os técnicos. Além da ditadura cubana sequestrar mais da metade destes salários, em alguns casos a exploração ainda é maior: os estudantes ainda não formadas e que são enviados a estas missões não recebem salário algum, mas apenas uma bolsa quase simbólica. Informações de Diario de Cuba


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