por angelica ca e paulo eneas
O ex-vice-premier conservador da Itália, Matteo Salvini, compareceu no início de outubro perante ao Tribunal de Justiça de Catania, no sul da Sicília, para uma audiência em um processo em que ele é acusado de deter ilegalmente imigrantes ilegais no mar enquanto aguardava redistribuição destes imigrantes para demais países europeus.

O caso está relacionado a um incidente em julho de 2019 quando, quando Matteo Salvini era Ministro do Interior da Itália e impediu que 131 imigrantes ilegais desembarcassem na Sicília. O desembarque somente ocorreu após cinco dias por decisão da justiça italiana. “Eu dei instruções para que nenhum porto recebesse a embarcação até que houvesse um acordo de redistribuição de todos os imigrantes a bordo para o resto da Europa”, afirmou Matteo Salvini na época.

Imediatamente após o desembarque, alguns países europeus concordaram em receber os imigrantes. Apesar disso, um promotor público decidiu oferecer denúncia contra Matteo Salvini por crime de sequestro. Se condenado, Salvini poderá pegar até quinze anos de prisão por sequestro qualificado.

“O meu único arrependimento desta situação é que terei de explicar aos meus dois filhos que o pai deles será julgado não por ser um criminoso, mas porque defendeu o seu país”, disse Matteo Salvini enquanto o Parlamento da Itália retirava sua imunidade para abrir o caminho para o seu julgamento.

Os promotores acreditam que, ao fechar os portos, Salvini violou a lei internacional segundo a qual a Itália tinha a responsabilidade de fornecer um local seguro para as pessoas resgatadas.

Se Salvini, líder da oposição e chefe do partido da Liga, for condenado por mais de dois anos, ele será impedido de ocupar outros cargos públicos por seis anos. No entanto, o julgamento e os recursos podem se arrastar por anos, o que pode impedir Salvini de concorrer a primeiro-ministro nas próximas eleições em 2023.

O website conservador Gatestone Institute fez a seguinte observação sobre a situação de Matteo Salvini: “esta é a primeira vez que um tribunal de justiça na Europa é chamado para julgar um ministro de governo, cuja função é ser responsável pela segurança de um país, por ter mantido imigrantes ilegais em um porto enquanto aguardava a redistribuição deles pela Europa”. Informações de Gatestone Institute, France 24 e Politico.


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