por paulo eneas e angelica ca
O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta segunda-feira (26/10) que a justiça não pode querer decidir sobre obrigatoriedade da vacina contra covid e determinar se alguém deve ou não ser imunizado. Ao sair do Palácio da Alvorada pela manhã, o presidente afirmou:

“Entendo que isso não é uma questão de justiça, é uma questão de saúde acima de tudo. Não pode um juiz decidir se você vai ou não tomar a vacina. Isso não existe. Nós queremos é buscar a solução para o caso”.

O presidente informou também que terá hoje uma reunião com o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, para tratar sobre o assunto das vacinas. De acordo com Bolsonaro, “o país tem uma jornada pela frente, onde a questão sobre a vacinação compulsória foi judicializada”. O presidente entende não tratar-se de uma questão de justiça, mas de saúde.

Ao mencionar a hidroxicloroquina, o presidente questionou se não seria mais fácil e barato investir na cura do que na vacina:

“Ou jogar nas duas, mas também não esquecer da cura? Eu, por exemplo, sou uma testemunha [da cura]. Eu tomei a hidroxicloroquina, outros tomaram a ivermectina, outros tomaram annita e deu certo”.

Ao falar sobre investir na cura, o Presidente Bolsonaro expressou uma preocupação que está em linha com a posição defendida pelo Crítica Nacional, que é a de que a diretriz central do Governo Federal a respeito da pandemia deveria estar focada na cura, via garantia do atendimento precoce, e na prevenção via medidas de profilaxia.

Esta estratégia de mão dupla já foi adotada com sucesso em municípios como Porto Feliz (SP) e Joinville (SC) entre outros, e produziu excelentes resultados. Por sua vez, as vacinas podem e devem continuar sendo objeto de atenção do governo, mas para uma perspectiva de longo prazo, e não como ferramenta imediata para o combate à pandemia.


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