por angelica ca e paulo eneas
A milícia e o narcotráfico avançaram no Rio de Janeiro e influenciam a campanha eleitoral deste ano em catorze cidades do Estado. É o que aponta um relatório do serviço do Disque-Denúncia baseado em denúncias feitas através de ligações recebidas entre 27 de setembro, quando começou a campanha eleitoral, e o dia 13 deste mês. Neste período foram registradas 13 informações relacionadas a atuação de traficantes de drogas e 24 atuações de milicianos.

Em entrevista à Agência Brasil, o coordenador do Disque-Denúncia, Zeca Borges, afirmou que parece haver haver uma aliança tácita entre uma facção do Rio de Janeiro de traficantes e uma boa parte da milícia:

“Estão trabalhando juntos em vários territórios, então, nesse momento da eleição em que a disputa é por território, eles estão tentando mais expansão ainda e emplacar somente os seus candidatos”.

Zeca Borges disse que chamou atenção no levantamento o surgimento de candidatos a cargos eletivos ligados diretamente ao tráfico de drogas, o que até então era muito raro, segundo ele:

“Estamos vendo traficantes e seus parentes sendo candidatos nesta eleição. Isso é, de certo modo, uma novidade. Temos também milicianos, mas com eles já havia este tipo de hábito. Nós temos hoje vários milicianos e seus familiares como candidatos também. Isso coloca em risco a democracia”.

A ação do crime organizado no Rio de Janeiro foi potencializada durante a pandemia em virtude de decisão da suprema corte que colocou restrições ao trabalho das polícias no combate ao crime nas favelas cariocas, conforme apontamos em detalhe em artigo publicado em agosto, e que pode ser visto abaixo.

SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL RESTRINGE E INVIABILIZA AÇÃO DA POLÍCIA NO COMBATE AO CRIME NO RIO DE JANEIRO


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