por angelica ca e paulo eneas
Enquanto as atenções estavam e ainda estão voltadas para as eleições, uma decisão importante tomada pelo governo norte-americano no início de novembro passou quase despercebida do grande público: os Estados Unidos retiraram-se formalmente do Acordo Climático de Paris no dia 04/11, um dia após as eleições, tornando-se assim a primeira nação do mundo entre os 197 signatários a se retirar formalmente do acordo.

O ingresso dos Estados Unidos no Acordo Climático de Paris foi assinado em 2015 pelo então presidente socialista norte-americano Barack Obama. Por sua vez, Donald Trump havia anunciado inicialmente suas intenção de sair do acordo ainda em junho de 2017, e notificou formalmente as Nações Unidas no ano passado. A formalização da saída levou um ano para entrar em vigor.

O mandatário americano criticou por diversas vezes o acordo por ser economicamente prejudicial aos Estados Unidos, e alegou que poderia custar ao país cerca de 2.5 milhões de empregos até 2025.  Donald Trump também disse que o acordo concedia liberdade total a outros grandes emissores de poluentes, como China e Índia.

Os Estados Unidos ainda podem participar de negociações no âmbito do acordo, porém sob o status de observador. Pelas regulamentos burocráticos da Nações Unidos, a saída formal dos Estados Unidos do Acordo de Paris passou a vigorar somente a partir de 04/11 deste ano. A demora na formalização deveu-se a um conjunto de regras complexas que foram incorporadas ao acordo tratando justamente da possibilidade de saída dos Estados Unidos.

Por sua vez, o democrata Joe Biden prometeu que, sob o seu comando, os Estados Unidos voltariam a ingressar no acordo climático, um reingresso que ficaria concluído em apenas seis meses. O interesse dos globalistas, devidamente representados por Joe Biden, pela volta dos Estados Unidos ao Acordo de Paris deve-se às mesmas razões pelas quais Donald Trump promoveu a retirada: a adesão ao acordo enfraquece a economia norte-americana. Com informações de Euro News, India Today e Fox News.


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