por paulo eneas
Para entender quem é Vladimir Putin, é importante lembrar que a Rússia nunca conheceu uma experiência real de democracia. Passados os setenta anos da ditadura comunista da antiga União Soviética, e após o breve período de Boris Yeltsin, a Rússia passou a ser chefiada com mão de ferro pelo proto-ditador Vladimir Putin, homem da KGB que exerce o poder de fato no país há mais de vinte anos, seja como presidente ou como primeiro-ministro de algum presidente de fachada.

Vladimir Putin, como todo agente da KGB, é um criminoso e assassino que usou de sua habilidade política para ascender à chefia do estado russo e, estando nesta posição, promoveu e continua promovendo a eliminação física de opositores, passou a exercer o controle absoluto da imprensa russa, anexou a Crimeia tomando-a da Ucrânia, e conduziu com mão de ferro os conflitos na Chechênia, além de ser hoje o principal fiador do regime de ditadura narco-comunista da Venezuela.

Vladimir Putin também é o principal responsável pela sobrevivência do regime de Bashar Assad na Síria, embora deva-se observar que no caso sírio a alternativa ao regime de Assad seria as forças políticas ligadas ao Estado Islâmico. Putin também é um dos principais apoiadores do Hezbollah, grupo terrorista islâmico que atua no sul do Líbano e que tem como objetivo declarado a destruição do Estado de Israel.

Estas credenciais, de quem também já lamentou o fim do regime genocida da extinta União Soviética, fazem com que qualquer elogio que Vladimir Putin a algum chefe de estado, como aquele que foi feito nesta terça-feira (17/11) ao Presidente Bolsonaro, somente pode ser visto pelo lado positivo (se houver algum) pelo seu valor de face, no escopo limitado das formalidades protocolares diplomáticas.

Para além do valor de face, pode-se inferir do elogio cínico de Vladimir Putin ao nosso presidente brasileiro um cálculo geopolítico cuidadoso que leva em conta a possibilidade de estremecimento das relações do Brasil com os Estados Unidos na hipótese, de todo não descartada, do pedófilo e corrupto Joe Biden assumir a Casa Branca.

Também está neste cálculo a intenção de dar alguma sobrevida ao natimorto e moribundo BRICS, o bloco criado pelos comunistas russos e chineses no qual o Brasil entrou como coadjuvante geopolítico pelas mãos da ex-presidente petista Dilma Rousseff, com o propósito deliberado de trazer ainda mais o nosso país para a esfera de influência dos países comunistas e regimes de proto-ditaduras, como ocorreu durante toda a era petista.

O elogio de Vladimir Putin ao Presidente Bolsonaro é um abraço de urso. Um abraço de urso que visa mirar na bem-sucedida e correta política externa do Governo Bolsonaro, chefiada pelo chanceler Ernesto Araújo, que alinhou nossa diplomacia com os valores mais caros à Nação brasileira e promoveu a aproximação do Brasil com as democracias liberais e seu afastamento dos regimes ditatoriais.

Mas, parafraseando o que disse um jogador da Seleção Brasileira, acreditamos que desta vez foram os russos que esqueceram de “combinar com os brasileiros”, pois acreditamos que esta bem-sucedida política externa brasileira não mudará um milímetro diante dos acenos e elogios cínicos de um proto-ditador que nunca escondeu suas ambições imperialistas eurasianas que são, em última instância, opostas aos valores democráticos e cristãos da maioria dos brasileiros.


 

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