por paulo eneas
A advogada Sidney Powell, que na semana passada anunciou estar de posse de um gigantesco volume de evidências que indicam a ocorrência de fraudes em larga escala nas eleições presidenciais norte-americanas, confirmou em declaração divulgada na madrugada desta segunda-feira (23/11) que ela não é integrante oficial da equipe jurídica da campanha de Donald Trump, mas que atua de modo independente na investigação das denúncias de fraude eleitoral.

A confirmação de Sidney Powell veio logo após a comunicado divulgado na noite de domingo (22/11) pelo staff da campanha de Donald Trump informando que a advogada não integra oficialmente sua equipe jurídica. O comunicado foi assinado por Rudy Giuliani e Jenna Ellis, chefes da equipe jurídica do candidato republicano.

A divulgação do comunicado gerou especulações na grande imprensa, que chegou até mesmo a afirmar que haveria descontentamento do entorno de Donald Trump com a atuação de Sidney Powell. No entanto, tanto o tom da confirmação divulgada por Sidney Powell, quanto análises posteriores feitas por observadores norte-americanos, como Jim Richards, sugerem não tratar-se de divergências e sim de estratégia jurídica.

Segundo Jim Richards, a estratégia jurídica adotada consiste numa divisão de tarefas na qual Sidney Powell ocupa-se das investigações a respeito da atuação das empresas Dominion Voting Systems e Smartmatic que, segundo a advogada e ex-procuradora norte-americana, teriam sido responsáveis pelo desvio de milhões de votos dados a Donald Trump para Joe Biden:

“As evidências que estou reunindo são avassaladoras, de que este software foi usada para transferir milhões de votos do presidente Trump e outros candidatos republicanos para Biden e outros candidatos democratas. Estamos preparando nossa ação para ingressar [na justiça] esta semana. Vai ser épico”.

A expectativa é de que as ações judiciais que estão sendo encaminhadas relativas às denúncias de fraudes nas eleições americanas venham a ter um desfecho, no que diz respeito ao resultado da eleição, até o início da segunda semana de dezembro, quando finda o prazo legal para que os Estados certifiquem oficialmente os seus delegados para o Colégio Eleitoral, que irá reunir-se em 14 de dezembro para a escolha oficial do próximo Presidente dos Estados Unidos.


 

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