por camila abdo e paulo eneas
No dia seguinte às eleições municipais deste ano, o Presidente Bolsonaro falou novamente sobre o problema da falta de transparência confiabilidade de nosso sistema eleitoral. Ao ser questionado por apoiadores na saída do Palácio do Planalto na segunda-feira posterior à eleição de 15 de novembro, o presidente afirmou:

“Nós temos que ter um sistema de apuração que não deixe dúvidas. É só isso. Tem que ser confiável e rápido. Não deixar margem para suposições. Agora, [o Brasil usa] um sistema que desconheço no mundo onde ele seja utilizado. Só isso e mais nada. O Supremo disse que é inconstitucional o voto impresso, tem Proposta de Emenda Constitucional na Câmara.

“Se nós não tivermos uma forma confiável de apurar as eleições, a dúvida sempre vai permanecer, e nós temos que atender a população. Não sou em quem fala, quem fala é o povo. Muitos falam sem ouvir o povo, sem sair dos seus gabinetes.

“No meu caso eu estou sempre ouvindo a população, e eles querem um sistema de apuração que possa demorar um pouco mais, não tem problema nenhum, mas que seja garantido que o voto que essa pessoa deu vá para aquela pessoa de fato. Só isso”.

A reforma de nosso sistema eleitoral, que há anos constitui-se em uma autêntica caixa preta que compromete a democracia brasileira por conta de sua falta de transparência e confiabilidade é a mais urgente e premente de todas as reformas que o país necessita.


 

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