por carlos arouck
Na reunião do G20, o Presidente da República, em seu discurso, falou da vontade de alguns de trazer uma filial do grupo terrorista Black Lives Matter (BLM) para o Brasil. Houve uma tentativa após o recente episódio ocorrido no Carrefour, que culminou com a morte de um agressor negro pelos seguranças do mercado. Também contribuem para a expansão das ideias do BLM a atuação da grande imprensa e os discursos de autoridades do Judiciário e do Legislativo, ao criarem uma narrativa manipulada de guerra racial em um país de várias cores e culturas.

A causa do Black Lives Matter (BLM) está em evidência, em especial neste momento em que se desenrolam as eleições americanas. Nos Estados Unidos, o BLM parece estar exercendo uma influência considerável sobre o Partido Democrata, ao pressionar os candidatos democratas para abraçarem a sua causa. O movimento se apresenta como um levante espontâneo nascido da frustração da periferia das cidades, mas é, de fato, a face mais recente e mais perigosa de uma teia de organizações de esquerda bem financiadas que têm feito agitação nos Estados Unidos por décadas.

Explorar os negros para promover a revolução socialista é uma tática antiga. O falecido Larry Grathwohl, ex-informante do FBI no Weather Underground, compreendeu a partir da experiência pessoal como comunistas brancos exploravam negros e outros grupos minoritários. Ele disse que os terroristas do Weather Underground, Bill Ayers e Bernardine Dohrn consideravam Barack Obama, cuja carreira política eles patrocinaram, como uma ferramenta – a ser usada contra a América branca. O legado de Obama no país passa a incluir mais divisão racial.

O BLM foi lançado em 2013 com uma hashtag no Twitter, #BlackLivesMatter, depois que o segurança George Zimmerman foi absolvido no assassinato de Trayvon Martin. Os ativistas da Esquerda Radical, Alicia Garza, Patrisse Cullors e Opal Tometi reivindicam o crédito do slogan e da hashtag.

Após a morte a tiros de Michael Brown em agosto de 2014, a Dream Defenders (Defensores do Sonho), uma organização liderada por ativistas do Working Families Party (Partido das Famílias Trabalhadoras), ACORN e do anarquista Nelini Stamp do Occupy Wall Street, popularizaram a frase “Hands Up – Don’t Shoot!!” (Mãos ao Alto – Não Atire!), que desde então se tornou o slogan amplamente reconhecido do BLM.

Garza, Cullors e Tometi trabalham para grupos de frente da Organização Socialista Estrada da Liberdade (FRSO), uma das quatro maiores organizações da esquerda radical no país. A FRSO é descendente hereditária do New Communist Movement (Novo Movimento Comunista), inspirado por Mao e as muitas revoluções comunistas em todo o mundo na década de 1960 e 1970.

A FRSO está dividida em dois grupos separados, a FRSO/Fight Back e a FRSO/OSCL (Organização Socialista Estrada Liberdade/Organização Socialista del Camino para la Libertad). Black Lives Matter e seus fundadores são aliados do último grupo.

A FRSO, por sua vez, é composta de dezenas de grupos. O modelo de esquerda radical é baseado em alianças de muitas organizações que trabalham em domínios distintos, mas em última análise, dedicadas à mesma coisa: substituir a sociedade capitalista vigente pela socialista linha dura. A morte de cidadãos negros serviu de pretexto para justificar a agitação comunista.

O BLM é um de vários projetos realizados pela FRSO. Exceto pelo site, blacklivesmatter.com, não há nenhuma organização real, apenas uma página virtual. O site reconhece implicitamente isso, descrevendo #BlackLivesMatter como um fórum online destinado a construir conexões entre as pessoas negras e nossos aliados para combater o racismo anti-negros, para facilitar o diálogo entre pessoas negras, e os tipos de conexões necessárias afim de incentivar o engajamento.

Os principais ativistas são veteranos na causa. Garza, está envolvida em numerosas organizações da FRSO. Cullors se descreve como uma “mulher negra da classe trabalhadora.” Ela afirma que o país matou seu pai, um viciado em drogas. Em uma conferência da Netroots Nation de 2015, Cullors liderou cânticos gritando: “Se eu morrer sob custódia da polícia, queimem tudo … abram a boca! Essa é a única maneira que filhos da p*** como vocês vão ouvir!”

Cullors fundou e dirige Dignidade e Poder Agora (DPN), que reivindica a busca da “dignidade e poder de pessoas encarceradas, suas famílias e comunidades”. Cullors foi treinada por Eric Mann, um ex-líder do Weather Underground que exorta seus seguidores a se tornarem ativistas “anti-racistas, anti-imperialistas”.

Mann dirige outra frente da FRSO, o Centro de Estratégia de Trabalho / Comunidade. Como a maioria dos esquerdistas profissionais, ele faz um bom dinheiro – mais de $ 225.000 por ano – vivendo do “sistema” cuja destruição defende. Tometi é filha de imigrantes ilegais da Nigéria.

Enquanto estava na faculdade, ela trabalhou para a ACLU defendendo estrangeiros ilegais contra os “vigilantes” que se opõem à imigração ilegal. A agitação que os ativistas provocam já levou ao assassinato de policiais, a atos de vandalismo e violência, além de causar instabilidade em comunidades minoritárias em todo os Estados Unidos. Se permitirem que continuem, essa agitação pode se transformar em anarquia e até mesmo, em guerra civil.

Carlos Arouck é  Policial Federal, e é formado em Direito e Administração de Empresas.


 

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