por paulo eneas
O Brasil enfrenta um momento dramático com fatos relacionados aos desdobramentos da guerra política: vacina chinesa sendo imposta à revelia de diretrizes governamentais, medidas restritivas por conta da pandemia, ataques permanentes à liberdade de expressão, prisões ilegais de apoiadores do presidente, soltura geral de bandidos e criminosos, eleições municipais com suspeitas de fraudes, ataques à nossa soberania por parte de um agente do Partido Comunista Chinês protegido por credencial diplomática, entre outros.

Ao tratar destas questões, muitas pessoas afirmam que não se trata de esperar ações do governo, mas que cabe ao povo ir para as ruas se manifestar na defesa de seus interesses. Ocorre que o povo tem ido às ruas aos milhões ao longo destes quase dois anos. Esse ano em particular, ocorreram várias manifestações massivas principalmente em Brasília em defesa e apoio ao Presidente Bolsonaro.

No entanto, o governo não soube potencializar esse gigantesco apoio e mobilização de massas de modo alavancar sua força política para levar adiante a pauta conservadora que o elegeu, e para assegurar a defesa plena da liberdade de todos os brasileiros e a legalidade nas ações dos demais poderes da Nação. Em vez disso, seguiu-se pelo caminho convencional da tradição política brasileira de procurar a governabilidade por meio de entendimentos com o establishment político às custas da própria pauta conservadora aprovada nas urnas.

Ou seja, o apoio da população ao governo e o potencial deste apoio em traduzir-se em manifestações políticas massivas, como já demonstrado ao longo destes dois anos, foi reduzido à expressão de índices de popularidade, e deixou de ser empregado como capital político para os desafios de governar. Quanto às pessoas que foram às ruas, muitas delas pagaram ou estão pagando um preço alto: foram ou estão presas e respondem a ações na justiça por participação em atos supostamente antidemocráticos.


 

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