por paulo eneas
O governador paulista e proto-ditador tucano João Doria afirmou esta semana em entrevista que pretende aplicar a vacina chinesa na população mesmo sem a aprovação formal da Anvisa para o imunizante. Em sua obsessão por impor a vacina chinesa aos brasileiros a qualquer custo, João Doria já demonstrou estar disposto até mesmo a ignorar as autoridades e leis federais para fazer valer a sua vontade.

Na entrevista concedida ao jornal Metrópoles, João Doria afirmou, sem dar qualquer fundamentação legal para a afirmação, que a vacina chinesa pode ser aplicada independentemente da aprovação da Anvisa, se houver aprovação para o imunizante por parte de agências reguladoras de saúde de outros países.

Ou seja, João Doria estabeleceu uma equivalência jurídica artificial entre uma agência reguladora brasileira e suas congêneres em outros países, equivalência esta que não possui qualquer previsão no ordenamento jurídico brasileiro.

Ao afirmar explicitamente que está disposto a “passar por cima” da autoridade sanitária legal brasileira e submeter um regramento legal referente à saúde pública a um órgão estrangeiro escolhido a seu critério, João Doria mostra não apenas não ter limites em seu autoritarismo: ele mostra pouco ou nada importar-se com a noção de Estado nacional soberano que possui suas próprias leis.

O que fica cada vez mais claro é que João Doria irá fazer, como já vem fazendo, tudo que estiver ao seu alcance para impor a vacinação chinesa aos brasileiros que vivem em São Paulo, independentemente da real segurança e eficácia desta vacina e dos eventuais efeitos colaterais desconhecidos em decorrência de sua aplicação.

A conduta de João Doria transcende aos possíveis crimes de responsabilidade cometidos por ele ao longo deste ano por conta das medidas draconianas tomadas no ambiente da pandemia. Sua conduta sinaliza que ele já “avançou” um passo a mais, e passou a atuar explicitamente contra a soberania nacional.


 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE