por redação
Os jornalistas norte-americanos estão celebrando a suposta vitória de Joe Biden nas eleições norte-americanas, vitória esta que foi declarada pela própria grande imprensa. Ocorre que estes mesmos jornalistas não estão levando em conta o desempenho improvável e pouco plausível de Joe Biden nas urnas, considerando o histórico de votações para presidente dos Estados Unidos.

O candidato Joe Biden teria supostamente recebido 15 milhões de votos a mais do que o candidato Barack Obama recebeu nas eleições de 2012. Mas, surpreendentemente, Joe Biden conseguiu garantir sua suposta vitória ao mesmo tempo que perdia em quase todos os condados decisivos em todo o país. Nenhum outro candidato presidencial jamais foi capaz de consumar tamanho jiu-jitsu eleitoral até agora.

Enquanto Biden teve um desempenho inferior ao total de Hillary Clinton em 2016 em todos os condados urbanos dos Estados Unidos, ele a superou nas regiões metropolitanas da Geórgia, Michigan, Wisconsin, e Pensilvânia. Ainda mais surpreendente, o democrata obteve um número recorde de votos, a despeito do péssimo desempenho geral dos Democratas nas eleições para os legislativos estaduais e para a Câmara Federal em todo o país.

Joe Biden conseguiu tal façanha eleitoral depois de ter recebido uma votação baixa recorde nas primárias do Partido Democrata. Esse fato sequer foi mencionado pela grande imprensa de Nova York ou de Washington. Portanto, é preciso destrinchar esse suposto  fenômeno eleitoral chamado Joe Biden, para entender o que de fato ocorreu nas eleições presidenciais deste ano.

1) Um total de 80 milhões de votos
A votação atribuída a Joe Biden sugere que milhões de eleitores norte-americanos escolheram uma velha raposa política que ocupa cargos em Washington há quase meio século. No entanto, no que diz respeito a Donald Trump, deve-se considerar que em quase um século e meio, nenhum presidente em exercício ganhou mais votos numa campanha de reeleição do que em sua primeira eleição, e ainda assim terminou por perder a reeleição.

Donald Trump obteve cerca de dez milhões de votos a mais este ano em relação ao total obtido em 2016. No entanto, o suposto desempenho de Joe Biden foi tão substancial que superou o apoio recorde dado a Donald Trump. Joe Biden também teria superado o total de votos populares de Barack Obama nas eleições de 2008 e 2012.

De uma maneira misteriosa e inexplicável, o candidato democrata teria conseguido um número recorde de votos, ainda que sua campanha tenha mobilizado muito menos pessoas do que a campanha de Donald Trump. Logo, teríamos então que acreditar que Joe Biden foi hábil o bastante em sua campanha para conquistar votos em número recorde de eleitores não motivados com o candidato democrata.

2) Uma suposta vitória apesar de perder em condados decisivos
Joe Biden deve se tornar o primeiro presidente em 60 anos a perder os estados de Ohio e Florida em seu caminho para a eleição. Durante um século, estes estados têm previsto de forma consistente o resultado nacional, e são considerados fortes representantes do caldeirão de cultura norte-americana.

Apesar das pesquisas nacionais terem dado a Biden vantagem em ambos os estados, ele perdeu Ohio por oito pontos e Flórida por mais de três. É surpreendente que Joe Biden tenha perdido nestes dois importantes estados e ao mesmo tempo tenha, supostamente, vencido a eleição nacional.

Mais inacreditavelmente ainda é considera que Joe Biden poss chegar à Casa Branca depois de ter perdido quase todos os condados historicamente decisivos do país. Wall Street Journal e Epoch Times analisaram independentemente os resultados de 19 Condados nos Estados Unidos que tiveram registros de votação presidencial quase que idênticos nos últimos 40 anos. Donald Trump conquistou todos os condados decisivos, exceto o Condado de Clallam, em Washington.

Enquanto Joe Biden ganhou Clallam por cerca de três pontos, a margem de vitória de Donald Trump nos outros dezoito condados foi, em média, superior a 16 pontos. Numa lista maior de 58 condados-guia que têm assertivamente escolhido o presidente desde 2000, Trump venceu em 51 deles por uma média de 15 pontos de vantagem, enquanto os outros sete foram para Biden por cerca de quatro pontos. Os condados de Bellwether escolheram esmagadoramente Trump, mas Biden encontrou um caminho para a vitória nacional de qualquer maneira.

3) Joe Biden seguiu os passos de Bill Clinton
Patrick Basham, um pesquisador com um histórico preciso e diretor do Democracy Institute em D.C., destacou duas observações feitas por colegas seus; o guru das pesquisas Richard Baris, do Big Data Poll, e o analista eleitoral Robert Barnes. Baris observou uma estranheza estatística nos resultados das eleições de 2020: “Biden teve desempenho inferior a Hillary Clinton em todas as principais áreas metropolitanas do país, exceto em Milwaukee, Detroit, Atlanta e Filadélfia”.

Barnes acrescentou que “naquelas grandes cidades em estados indecisos governados por democratas a votação excedeu até mesmo o número de eleitores registrados”. Nos estados mais decisivos, choveram tantos votos por correio para Biden nas cidades que ele liderou, que estes votos derrubaram a votação de Donald Trump nestes estados onde o republicano tinha liderança confortável.

Se os Democratas conseguirem eliminar o Colégio Eleitoral, a fórmula mágica de Joe Biden para produzir votações esmagadoras por meio de apenas um punhado de cidades deve tornar os Democratas invencíveis.

4) Joe Biden vence apesar da derrota geral dos democratas
Randy DeSoto apontou no The Western Journal que “Donald Trump foi praticamente o único presidente em exercício na história dos Estados Unidos a perder sua reeleição enquanto seu próprio partido conquistava cadeiras na Câmara dos Representantes”. Isso sim é um milagre de Biden!

Em 2020, o The Cook Political Report e o The New York Times identificaram as 27 vagas na Câmara dos Representantes que seriam preenchidas nas eleições deste ano. Até o momento, os republicanos parecem ter vencido todos os 27. Os democratas não conseguiram virar uma única câmara estadual, enquanto os republicanos viraram tanto a Câmara como o Senado em New Hampshire e ainda expandiram o seu domínio nas legislaturas estaduais por todo o país.

Christina Polizzi, porta-voz do Comitê da Campanha Legislativa Democrata, chegou ao ponto de declarar: “É evidente que Trump não é uma âncora para os candidatos legislativos republicanos. Ele é uma boia”. Surpreendentemente, Joe Biden venceu o cara que levou todos os outros republicanos à vitória. Isso sim é histórico!

5) Joe Biden supostamente derrubou a liderança de Donald Trump nas primárias
No passado, os totais de votos nas primárias eram notavelmente precisos na previsão dos vencedores das eleições gerais. O analista político David Chapman destacou três fatos históricos antes da eleição.

Primeiro, nenhum titular que recebeu 75 por cento do total dos votos primários perdeu a reeleição. Em segundo lugar, Donald Trump recebeu 94% dos votos nas primárias, que é a quarta maior votação de todos os tempos (acima de Dwight Eisenhower, Nixon, Clinton, ou Obama). Na verdade, Trump entra para se caracterizar tão somente como um dos cinco candidatos em exercício desde 1912 a receber mais de 90% dos votos nas primárias.

Terceiro, Donald Trump estabeleceu um recorde para o número total de votos primários recebidos por um titular, quando mais de 18 milhões de pessoas votaram nele em 2020 (o recorde anterior, de Bill Clinton, era metade desse número). Para Joe Biden prevalecer na eleição geral, apesar do apoio histórico a Donald Trump nas primárias, vira de cabeça pra baixo um século de dados e tradições eleitorais anteriores.

Portanto, a única explicação plausível para a suposta vitória de Joe Biden é que ele teria conseguido o impossível. E curiosamente, diante desse volume absurdo de inconsistências, a grande imprensa simplesmente se cala e ignora.

Adaptação de texto de autoria de J.B. Shurk publicado originalmente no The Federalist. Tradução de Mariana Razimavicius. Edição de texto de Paulo Eneas.


 

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