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Três cidades na região da Lombardia, norte da Itália, epicentros da pandemia do vírus chinês no início deste ano, alcançaram no último final de semana imunidade de rebanho. As cidades de São Bérgamo, Brescia e Cremona, apresentam baixíssimos índices de contágio, enquanto que em outras cidades os casos têm aumentado nas últimas semanas.

Na cidade de Bérgamo, 1 em cada 4 residentes tem anticorpos contra o coronavírus. Por sua vez, em Milão a proporção é de 1 em 13 e na Itália em geral é de 1 em 40. Cerca de 57 por cento das 10.000 pessoas testadas em junho em Bérgamo pela autoridade de saúde provincial apresentaram anticorpos, de acordo com o website Politico.

Ainda conforme informado pelo site, cerca de 420.000 pessoas podem ter sido expostas ao vírus em Bergamo, de acordo com projeções do Instituto Mario Negri de Pesquisa Farmacológica em Bergamo, que descobriu que 96% das infecções poderiam ter passado despercebidas pelas autoridades de saúde.

Segundo especialistas, esses dados explicam por que Bergamo permaneceu relativamente intocado na segunda onda, enquanto cidades e vilarejos menos afetados na primavera, como Milão e Como, tiveram grandes surtos. Luca Lorini, o anestesista-chefe do principal hospital de Bérgamo, chamou o fenômeno de vacina natural.

Massimo Galli, especialista em doenças infecciosas da Universidade de Milão, afirma que as pessoas expostas ao vírus chinês no início da pandemia provavelmente têm anticorpos que as protegem de contrair a doença durante a chamada segunda onda.

“Estou confiante de que a grande maioria das pessoas que já tiveram o vírus está protegida dessa infecção ou, se receberem uma cepa diferente, terão uma infecção leve”, disse Galli. Informações de Político e Tierra Pura.


 

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