angelica ca e paulo eneas
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinou que o presidente Jair Bolsonaro não poderá deixar de prestar depoimento no inquérito que apura suposta interferência política na Polícia Federal. O ministro ainda determinou que caberá ao plenário da corte definir a forma do depoimento, se presencial ou por escrito.

O ministro escreveu no despacho assinado no sábado (05/12) que o presidente poderia utilizar sua prerrogativa de ficar em silêncio durante a oitiva, mas não comunicar desistência, sob o argumento de que a legislação prevê o depoimento para assegurar ao acusado um julgamento correto e justo.

A denúncia de suposta interferência do governo na Polícia Federal foi feita por Sérgio Moro quando de sua saída do governo, e contém uma inequívoca motivação política. A abertura subsequente do inquérito e a tentativa de colher depoimento do presidente inserem-se no esforço feitos por segmentos de poder do Estado brasileiro visando minar institucionalmente a autoridade presidencial.


 

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