por paulo eneas
O deputado estadual Douglas Garcia (PTB-SP) trouxe uma informação relevante publicada nesta segunda-feira (07/12) em sua rede social. O deputado informa que, em resposta a ofício enviado por ele à Anvisa solicitando a não autorização da distribuição da vacina chinesa, a agência respondeu que a decisão de distribuir ou não a vacina é do Ministério da Saúde, cabendo à agência unicamente analisar o pedido de registro do imunizante.

Diante desta informação cabe então perguntar ao Ministro Eduardo Pazuello que critérios serão usados pelo ministério para decidir pela distribuição ou não da vacina produzida pelo laboratório chinês Sinovac. E o que o ministro tem a dizer sobre o fato de este laboratório possuir um histórico de práticas de suborno e de corrupção de agentes públicos, conforme mostrou reportagem do jornal Washington Post neste fim de semana.

Recentemente o Presidente Bolsonaro deixou claro sua determinação, correta, de não adotar a vacina chinesa no Brasil, até mesmo por questão de confiabilidade. Gostaríamos então de saber do Ministro Pazuello se ele irá seguir a ordem de seu superior hierárquico, ou irá agir à revelia da determinação do presidente, como já fez em outras oportunidades, tendo em seguida que recuar.

O ministro precisa também informar ao público que providências sua pasta está tomando em relação às atitudes que têm sido tomadas pelo governador tucano paulista João Doria, que já anunciou data de início de vacinação no Estado de São Paulo à revelia de qualquer parecer da Anvisa em relação à vacina chinesa. O que o Ministério da Saúde pretende fazer em relação à atitude do governador?

O Ministério da Saúde precisa também esclarecer se, afinal, existe ou não existe uma autoridade legal de saúde em nível nacional no país, representada pelo Ministério da Saúde. Se existe, precisa dizer qual a razão da omissão do ministério ante as atitudes do governador paulista, que estão colocando em risco a saúde pública no Estado.



 

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