por paulo eneas
O governador tucano João Doria prossegue dando demonstrações claras de que está disposta a desafiar o ordenamento jurídico brasileiro, a hierarquia existente nas relações  entre União, Estados, e Municípios, e ignorar a autoridade de saúde nacional representada pela Anvisa e Ministério da Saúde.

Nesta segunda-feira (07/12) o governador tucano apresentou um plano fantasioso de vacinação a ser iniciado no Estado de São Paulo em 25 de janeiro ano que vem, à revelia de qualquer autorização da Anvisa e ignorando qualquer diretriz ou plano nacional de vacinação do Ministério da Saúde.

João Doria tem agido não como governador de um estado da Federação, mas como o proto-ditador de uma republiqueta independente, tomando decisões próprias de um chefe de governo soberano, inclusive ao encetar entendimentos com países estrangeiros, o que suscita inclusive questões relativas à própria segurança nacional.

Ao falar na obrigatoriedade da vacinação com sua vacina chinesa, João Doria ignora legislação nacional brasileira sobre o tema, e deixa claro que pretende fazer valer somente sua decisão e sua vontade de impor a vacinação obrigatória, à revelia do que diz o ordenamento jurídico nacional.

Após anunciar seu plano de vacinação nesta segunda-feira, a Anvisa divulgou nota no mesmo dia afirmando que nem o laboratório chinês Sinovac nem o Instituto Butantan apresentaram sequer documentação relativa à Fase III dos testes clínicos com a vacina chinesa.

Também segundo a agência, os dados sobre a eficácia da vacina chinesa ainda estão sob análise, e os dados relativos à segurança, que correspondem à Fase III do estudo clínico, sequer foram encaminhados ao órgão.

Estes conjunto de fatos mostra que João Doria vem tratando da vacinação não sob a perspectiva da saúde pública, mas atentando contra ela com a intenção de dar demonstrações de poder. Ao agir desta forma, João Doria fornece todos os elementos necessários para seu impeachment ou para provocar uma intervenção federal no Estado. Colaboração Camila Abdo.


 

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