por paulo eneas
Conforme era esperado, o lobby pró-vacina avançou mais um passo e conseguiu obter na Anvisa uma resolução para aprovação de vacinas para covid para uso emergencial. A decisão da agência de saúde foi divulgada nesta quinta-feira (10/12), uma dia após o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, ter apresentado seu plano nacional de vacinação prevendo o início da vacinação ainda este ano.

Com a resolução, os laboratórios farmacêuticos poderão obter mais rapidamente a autorização para o uso emergencial de suas vacinas. No texto da resolução, a agência afirma que os pedidos de uso emergencial serão analisados considerando, entre outros, os “resultados provisórios de ensaios clínicos”.

Ou seja, os laboratórios poderão distribuir seus imunizantes mesmo que os testes clínicos correspondentes não tenham apresentado resultados conclusivos no que diz respeito à segurança e eficácia. Na resolução, a Anvisa não explica as razões pelas quais o uso emergencial foi adotado, e também não explica porque as opções existentes de tratamento preventivo e precoce da covid por meio de medicamentos de uso off label não foram consideradas.

A decisão da Anvisa não surpreende leitores do Crítica Nacional. Já estamos há meses afirmando que o lobby pró-vacinas sairia vitorioso, independentemente de questões de eficácia e segurança destes supostos imunizantes. O abandono e demonização dos tratamentos precoces e preventivos por meio do uso off label de medicamentos de segurança comprovada apontavam nesta direção.

No artigo intitulado Vacina Chinesa Já Foi Aprovada E Será Imposta Aos Brasileiros Ainda Este Ano: O Resto É Encenação que publicamos em 30 de outubro, antecipamos o que iria acontecer até o final deste ano. Também no final de outubro, publicamos artigo comentando declaração do Presidente Bolsonaro que afirmou textualmente que a vacina chinesa carecia de credibilidade. O artigo pode ser lido nesse link aqui.

O fato é que decisão de hoje da Anvisa de autorizar o uso emergencial das vacinas, que significa para todos os efeitos o uso experimental destes imunizantes em larga escala, sem qualquer garantia de segurança e eficácia, corrobora o que estamos afirmando há meses: o lobby pró-vacinas prevalecerá, e de fato prevaleceu, em relação à segurança e à saúde da população, e o papel da Anvisa limita-se agora a ser chancelador cartorial destes produtos.


 

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