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O Ministério Público Federal de Goiás (MPF-GO) solicitou nesta na quarta-feira (09/12)  explicações à Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) após a entidade desaconselhar o tratamento farmacológico precoce à base de cloroquina, ivermectina, nitazoxanida, corticoide, zinco, vitaminas entre outros para covid nos primeiros dias de sintomas.

Na manifestação assinada pelo procurador da república Ailton Benedito, ele requisita cópias dos documentos oficiais e estudos clínicos que teriam levado a entidade a não recomendar o uso desses medicamentos a diversos órgãos e entidades.

O procurador solicita também que sejam mostrados documentos dos “estudos clínicos randomizados que amparam o uso de analgésicos e antitérmicos em pacientes infectados pelo vírus; e dos estudos clínicos randomizados que “recomendam” nenhum tratamento farmacológico para covid, especialmente com os medicamentos indicados na publicação”.

Ailton Benedito também pede que a entidade informe se tem conhecimento das orientações divulgadas pelo Ministério da Saúde, especialmente quanto ao manuseio medicamentoso apontado na Nota Informativa nº 17/2020 e que esclareça se os estudos científicos que embasam as orientações do governo não têm valor científico para a SBI.

A entidade tem prazo de cinco dias para enviar as informações solicitadas, e deverá fazer uma declaração de que não existe conflito de interesse do seu presidente e diretores em consequência de relacionamento com empresas farmacêuticas que estão desenvolvendo medicamentos e vacinas destinadas ao enfrentamento da pandemia do vírus chinês. Informações de Portal do Ministério Público de Goiás.

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