por paulo eneas
O jornalista Oswaldo Eustáquio foi internado na tarde desta segunda-feira (21/12) no Hospital de Base de Brasília após a ocorrência de episódio não esclarecido no Presídio da Papuda, no Distrito Federal, para onde o jornalista foi levado preso na última sexta-feira. Segundo sua esposa, Sandra Terena, o jornalista deu entrada por volta da 14hs para o setor de traumas do hospital. Nem a família nem seu advogado, Dr. Ricardo Vansconcellos, haviam sido informados da hospitalização até por volta das 18hs.

A assessoria de imprensa do jornalista distribuiu nota afirmando que agentes da escolta teriam afirmado de maneira informal que Oswaldo teria se “acidentado” ao cair do vaso sanitário onde teria subido para consertar um chuveiro. Uma explicação que obviamente carece verossimilhança. Segundo Sandra Terena, até o final do dia o nome do jornalista não constava do registro de entradas do hospital, e tanto ela quanto seu advogado estavam impedidos de ter acesso a Oswaldo Eustáquio.

Em áudio divulgado nas redes sociais, a pastora Jane Silva, que foi assessora da Secretaria de Cultura do Governo Federal,  afirma ter receio de que a vida do jornalista está em risco na prisão. Ela lembra que Ministério dos Direitos Humanos atuou diretamente para a prisão de  Oswaldo Eustáquio, quando este compareceu a uma audiência agendada pelo próprio ministério para tratar do amparo aos perseguidos políticos do país.

O advogado de Oswaldo Eustáquio, Dr. Ricardo Vansconcellos, informa que até o início da noite a direção do Hospital de Base estava impedindo seu acesso a seu cliente, sob a alegação de que o jornalista está sob escolta.  Uma alegação que não encontra amparo legal, pois a lei faculta ao advogado sempre ter acesso a seu cliente.

O deputado Carlos Jordy informou agora à noite em sua rede social que oficiou comunicado tanto ao Ministério da Justiça quanto o Ministério dos Direitos Humanos solicitando averiguação dos fatos. Até o momento de encerrarmos esta matéria, nenhum dos dois ministérios havia se pronunciado sobre o ocorrido.

Ao longo destes meses, nem o Ministério dos Direitos Humanos nem o Ministério da Justiça tomou qualquer iniciativa no âmbito de suas atribuições institucionais para a defesa dos vários apoiadores do Presidente Bolsonaro que há meses estão sofrendo perseguições ilegais por parte de órgãos do Estado, perseguições estas que são próprias de um regime de ditadura.


 

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