por victor metta
Hoje está claro que o Trump foi pego de surpresa pelos atos no Capitólio (me refiro, claro, a da multidão da bagunça que veio de fora, não a de dentro). Ele estava inflando um movimento popular contra a fraude nas eleições, para deslegitimar o adversário. Isso todo mundo faz, seja de forma aberta e popular, como ele fez, ou velada, usando a máquina pública e violência, com a esquerda sempre faz.

Vale recordar: falsas alegações de conluio com a Russia, acusações de interferência estrangeira nas eleições, Antifa, Black Lives Matter, acusações levianas sem fim, pedidos de impeachment…em suma, fizeram isso o governo todo dele.

Só que após a invasão do Capitólio o movimento que ele encabeçava perdeu força e a narrativa se inverteu. Trump mesmo pediu para os manifestantes voltarem pra casa. Fez discurso conciliador no dia seguinte. Não havia plano algum para tomar e manter o prédio. Ou foi um ato impensado da massa, ou, mais provável, fruto de agentes provocadores infiltrados, como já temos visto vários indícios em vídeo.

Ontem (12/01), o FBI alertou para atos de rebelião programados em todos os 50 estados, o que forçou Trump a decretar emergência e dar reforço na segurança, até para provar que não estava por trás de nada disso.

Curioso que esse mesmo FBI não se mostrou tão bem informado sobre o vandalismo Antifa que destruiu o país por meses em meados de 2020. Claro que é papo furado, pois trata-se da “técnica do espantalho”, em que se cria um adversário inexistente pra se lutar contra ele.

Alguém se lembra do episódio da queima do Reichstag na Alemanha na década de 1930? Resumo: Hitler tacou fogo no parlamento, acusou os adversários e usou como justificativa pra tomar o poder.  A direita, que aprecia lei e ordem, se mostra sempre despreparada para lutar contra um inimigo que só quer vencer, seja lá como for, e usa o sistema de valores do inimigo contra ele. Guerra assimétrica.

Hoje os democratas têm uma narrativa boa em seu favor. Impediram o golpe. Estão buscando apoio da massa direitista ordeira e legalista. Como disse o professor Olavo de Carvalho, pra saber quem fez, basta ver quem se beneficiou. E não foi Donald Trump.

Victor Sarfatis Metta é advogado e foi assessor do Ministério da Educação durante a gestão de Abraham Weintraub, e mantém um canal de notícias e opinião no Telegram que pode ser acessado neste link aqui.


 

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