por angelica ca
O regime de ditadura comunista chinesa está sendo acusado de promover o genocídio demográfico na comunidade uigur na região oeste de Xinjiang, obrigando as mulheres desta etnia a serem esterilizadas ou a usarem contraceptivos, na tentativa de limitar a população de uigures e outros grupos minoritários.

As acusações são baseadas em um estudo publicado pelo pesquisador alemão Adrian Zenz em 29 de junho do ano passado com base em documentos do Partido Comunista Chinês e entrevistas com mulheres locais uigures para mostrar a repressão reprodutiva sistemática.

De acordo com dados levantados pela agência AP, o estado submete regularmente as mulheres destas minorias a testes de gravidez, além de forçá-las a fazer o uso de dispositivos intrauterinos para evitar a gravidez. Além disso, existem denúncias de esterilização e aborto forçado em milhares de mulheres uigures. Embora o uso de dispositivos intrauterinos e a esterilização tenham caído em todo a China, os índices têm aumentado na região de Xinjiang.

O relatório de Zenz mostra que as mulheres uigures e outras minorias étnicas estão sendo ameaçadas de internação ou forçadas a irem para campos de concentração por violações das políticas draconianas de controle de natalidade. Elas também estão sendo coagidas  submeterem-se a cirurgias de esterilização ou receber injeções que interromperam a menstruação ou que causam sangramento menstrual incomum, indicando o uso do controle da natalidade.

O regime de Pequim já foi condenado por colocar mais de um milhão de uigures e membros de outros grupos étnicos majoritariamente muçulmanos residentes em Xinjiang em campos de concentração. Esta prática vem ocorrendo desde o ano de 2017. Os uigures são a maior comunidade indígena de língua turca em Xinjiang, seguida pelos cazaques. A região também abriga as etnias quirguizes, tadjiques e hui, também conhecidas como dungans. Han, a maior etnia da China, é a segunda maior comunidade de Xinjiang.

O ex-secretário de Estado dos Estados Unidos, Mike Pompeo, havia denunciado as políticas draconianas chinesas em um comunicado ainda no mês de junho do ano passado, e exigiu o fim do “total desrespeito do Partido Comunista Chinês pela santidade da vida humana e pela dignidade humana básica. Apelamos ao Partido Comunista Chinês para acabar imediatamente com essas práticas horríveis”, disse Mike Pompeo à época.

O presidente norte-americano Donald Trump havia assinado em junho do ano passado a Lei de Proteção aos Direitos Humanos do Uigur, que autoriza a punição de funcionários chineses acusados de prisões em massa de membros daquela minoria muçulmana da China.

“Esta lei tem como alvos os autores de violações e abusos dos direitos humanos, como o recurso sistemático a campos de doutrinação, trabalho forçado e vigilância intrusiva para erradicar a identidade étnica e crenças religiosas de uigures e outras minorias na China”, declarou Donald Trump quando da edição da lei, em junho passado.

A legislação foi aprovada no Congresso dos Estados Unidos quase por unanimidade e exige que o governo americano determine quais autoridades chinesas são responsáveis ​​pela detenção arbitrária, tortura e assédio de uigures e outras minorias. Informações de Associated Press, The Guardian e Mail OnLine.


 

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