por camila abdo e paulo eneas
O padrão de conduta das elites de todo o tipo em relação a pandemia tem sido constante: “lockdown para você, liberdade para mim”. A adoção de lockdowns e a imposição do uso generalizado de máscaras por pessoas comuns fora de ambientes hospitalares, medidas estas sem comprovação científica alguma para prevenção do vírus chinês, têm servido unicamente para fins de controle social imposto por quem detém o poder.

Exemplo deste padrão de conduta é a defensora pública estadual do Maranhão, Clarice Binda, titular do Núcleo de Direitos Humanos da Defensoria Pública do Estado. A defensora é uma das signatárias do pedido de decretação de lockdown de catorze dias em todos os municípios do Maranhão, conforme mostramos na nota Mais Ativismo Judicial: Defensoria Pública Pede Lockdown Total No Maranhão, publicada em nossa seção Painel nesta segunda-feira (02/02).

Esta mesma defensora que quer impor lockdown para todos os brasileiros do Maranhão, passou alguns dias em viagem entre a França e a Itália em setembro no ano passado, em meio à pandemia do vírus chinês. Nos registros de fotos de viagem em sua rede social, a defensora Clarice Binda aparece circulando em estabelecimentos comerciais como bares, restaurantes e cafés, ou mesmo em praias.

Em nenhuma dessas imagens ela aparece usando máscara ou demonstra preocupar-se com “aglomerações”. Possivelmente a defensora faz parte daquele segmento da elite iluminada que acredita estar na posição privilegiada de impor regras de conduta e de comportamento que aplicam-se somente aos outros, mas não a aqueles que as impõem. Afinal, a tônica das narrativas falaciosas em torno da pandemia tem sido esta: “liberdade para mim, restrições para você”.

Quatro meses após seu tour europeu, já estando no Maranhão para desempenhar sua árdua e sofrida função de funcionária pública estável e bem remunerada e sem risco de perder o emprego por causa de fechamentos e lockdowns, a defensora Clarice Binda assinou um pedido para que a Justiça decrete novo lockdown em todas as cidades do Estado.

O principal argumento usado pelos proponentes do lockdown, incluindo a procuradora, é o o fato de que a população teria supostamente relaxado as medidas restrição, e passou a cometer o crime de lesa-pátria de frequentar bares, restaurantes e praias. Exatamente como a defensora fez na Europa poucos meses atrás, no auge da pandemia. Com informações do Blog de Gilberto Leda.


 

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