por alessandro loiola
Por volta do meio de 2020, enquanto o “surto histérico” desencadeado pela “pandemia” se espalhava pelo mundo, diversos laboratórios, centros de pesquisa acadêmicos e governos começaram a plantar notícias de que estavam na corrida para desenvolver uma vacina “segura e eficaz” contra o SARS-CoV2.

Com os níveis de ansiedade nas alturas, devido às repercussões sociais e econômicas de um lockdown que não parecia ter mais fim, a súbita imagem de uma vacina redentora, capaz de colocar o mundo “de volta ao normal” era sedutora o suficiente para que a questão da segurança fosse convenientemente colocada em segundo plano. Tudo que interessava era: “quando teremos uma vacina eficaz?”

Em muitas entrevistas, questionei a necessidade de uma tal vacina. A doença existe, ela é potencialmente letal, mas sua letalidade real corresponde a menos de 1 décimo daquela propagada pelo super-terrorismo emocional patrocinado pelos megaconglomerados de mídia em nosso planeta.

A despeito disto, vacinas são um recurso valioso para o controle de várias doenças: graças a elas, não sofremos mais com a maldição da Varíola, e moléstias como sarampo, tétano e paralisia infantil não possuem consequências tão devastadoras quanto no começo do século XX. Vacinas são preciosas. Mas elas precisam ser eficazes. E mais do que isso: elas precisam, antes de qualquer coisa, ser seguras.

Em vista da inevitabilidade da corrida pelas vacinas, concentrei meus questionamentos sobre a segurança de imunizantes desenvolvidos à toque de caixa e com negligências imperdoáveis nas etapas de testes de segurança. Ao contrário das avaliações de eficácia, que podem ser realizadas em questão de meses, avaliações de segurança demoram anos. Abrir mão dessas avaliações – ou deixá-las para um “segundo momento” – poderia custar ainda mais vidas.

Até mesmo vacinas bem conhecidas, como a vacina contra Gripe Comum, estão suscetíveis a graves problemas de segurança: em outubro de 2020, Singapura suspendeu temporariamente a campanha de vacinação contra Influenza após 48 mortes terem sido registradas na Coreia do Sul. Suspeitava-se que vacina poderia ter alguma relação com esses óbitos.

Os primeiros testes com as vacinas contra Covid19 mostraram o quanto a priorização de Eficácia em detrimento da Segurança poderia custar: em janeiro de 2021, mais de 1 milhão de pessoas haviam recebido a vacina da Pfizer em Israel. Segundo os registros oficiais, após a vacinação, 26 apresentaram sintomas neurológicos (incluindo convulsões e paralisia facial), 14 apresentaram reações alérgicas moderadas a graves (incluindo síndromes inflamatórias multissistêmicas) e 4 morreram. As autoridades de saúde de Israel negaram que estas mortes tivessem qualquer relação direta com a vacina.

A Islândia começou sua campanha de vacinação contra Covid19 em 29 de dezembro de 2020. Após a aplicação de mais de 5 mil doses, 3 mortes foram relatadas em pessoas vacinadas. As autoridades de saúde da Islândia negaram que estas mortes tivessem qualquer relação direta com a vacina.

Outras mortes após a vacinação contra Covid19 foram relatadas em Portugal, na Índia, na França, na Bélgica, na Alemanha e nos Estados Unidos. Novamente, as autoridades de saúde destes países negaram que estas mortes tivessem qualquer relação direta com a vacina.

Porém, o registro de centenas de casos de efeitos colaterais não letais, associados à morte de 23 pessoas vacinadas na Noruega, finalmente levantou o Alerta do Óbvio: apesar das negativas recorrentes das autoridades de saúde, era impossível descartar a possibilidade de que as complicações e as mortes fossem decorrentes da vacina.

Infelizmente, todas estas notícias foram consideradas irrelevantes pela “grande mídia” e por várias sociedades médicas, até mesmo no Brasil. “O importante”, salientavam os profetas do pânico, “é que agora temos uma vacina eficaz”.

Vacina Eficaz?
Os coronavírus já causavam 30% dos resfriados anuais no mundo todo, muito tempo antes da “pandemia” ser declarada pela OMS. Assim como seus “familiares”, o  SARS-CoV2 é um vírus respiratório sazonal – sua incidência aumenta nos períodos mais frios, e tende a cair nos períodos mais quentes. Neste exato momento, os países no Hemisfério Norte estão atravessando o inverno.

Exatamente como você mede a eficácia da vacina contra Covid19 nestes países antes que a estação do inverno termine? Em termos estritamente científicos, a eficácia da vacina deveria ser medida comparando-se a incidência de casos sintomáticos e mortes por Covid19 no período de inverno de 2019-2020 contra a incidência de casos sintomáticos e mortes por Covid19 no período de inverno de 2020-2021. Todavia, o período de inverno de 2020-2021 no Hemisfério Norte ainda não terminou. Como podemos saber que a vacina foi realmente eficaz em reduzir a incidência da doença?

No Brasil, a situação é ainda mais complicada, pois estamos no meio do verão. É de se esperar que os casos sintomáticos de Covid19 diminuam pelo simples fato de que meses quentes não são favoráveis à propagação de vírus respiratórios – uma afirmação que pode ser encontrada em qualquer livro decente de Infectologia. De que maneira nossas autoridades de saúde pensam em medir a eficácia de uma vacina contra um vírus respiratório “de frio” durante os meses mais quentes do ano?

Tanto do ponto de vista de Eficácia, quanto do ponto de vista de Segurança, a vacinação emergencial contra Covi19 é um equívoco sanitário de dimensões tão planetárias quanto foram o lockdown, o uso disseminado de máscaras, o fechamento de escolas e o negacionismo de que existem, sim, medicamentos seguros e eficazes para controlar a tempestade inflamatória causada pelo vírus – e estes medicamentos, quando utilizados precocemente, salvam vidas.

Se não precisamos de uma vacinação emergencial, precisamos menos ainda de vacinas experimentais que podem colocar a população em risco de complicações potencialmente graves no curto prazo e sabe-se lá quais tipos de complicações no médio e no longo prazo.

De um lado, muitas “autoridades de saúde” e “sociedades de especialidades médicas” querem lhe convencer de que não há motivo para alarme. Do outro lado, eu prefiro que você tenha acesso a maior volume possível de informações para que tome suas decisões com plena consciência do que está fazendo e do que pretendem fazer com você e sua família, pois é “com a sabedoria se edifica a casa, e com o entendimento ela se estabelece” (Provérbios 24:3).


 

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