por paulo eneas
Desde o anúncio da mudança na direção na Petrobras, circulam denúncias de uma escandalosa política de bônus e vantagens que teria sido implementada pelo presidente exonerado da estatal, Roberto Castelo Branco, em favor dele próprio e da diretoria.

Também circulam informações a respeito de outras regalias criadas neste período sob pretexto da pandemia, regalias estas que permitiram ao presidente da maior estatal do país ficar quase um ano em homeworking, sem comparecer na sede da empresa.

Além desta situação bizarra e inusitada na diretoria da empresa, a Petrobras adotou uma política de preços de combustíveis que resultou em aumentos de preço final ao consumidor ao longo ano passado incompatíveis com a realidade da economia nacional, profundamente abalada pelas medidas adotadas por governantes locais em função da pandemia.

Esta política de preços da Petrobras foi objeto de alguns questionamentos que fizemos no artigo Petrobras: Algumas Perguntas Que Precisam Ser Feitas, publicado esta semana onde questionamos, entre outros, o porquê de a política e de preços da companhia seguir as oscilações do mercado internacional, ao mesmo tempo em que a esta companhia é estatal e possui uma atuação monopolista.

Além dos questionamentos no artigo acima, há duas outras questões que precisam ser colocadas. Em primeiro lugar, por que o governo demorou no mínimo um ano para saber o que se passava na diretoria da maior estatal do País? Quem ou quais foram os setores políticos responsáveis pela indicação de Castelo Branco, e que explicações podem ser dadas por estes setores ao Presidente da República e à sociedade brasileira?

Leia também:
Petrobras: Algumas Perguntas Que Precisam Ser Feitas


 

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