por angelica ca e paulo eneas
O Ministério Público Federal arquivou esta semana o inquérito aberto contra o ex-ministro da Educação, Abraham Weintraub, que apurava suposto crime de racismo. A decisão foi tomada pelo órgão após concluir que não havia elementos suficientes no inquérito para oferecer denúncia contra Abraham Weintraub pelo suposto crime.

O inquérito foi aberto em abril do ano passado após Abraham Weintraub afirmar em uma rede social que a China poderia se beneficiar da crise mundial causada em razão da pandemia do vírus chinês. Após a afirmação, a Procuradoria Geral da República solicitou ao Supremo Tribunal Federal a abertura de inquérito por suposto crime de racismo.

A afirmação do ex-ministro da Educação gerou uma reação indevida da Embaixada da China no Brasil, em mais uma da inúmeras ingerências que a representação diplomática do Partido Comunista Chinês faz em assuntos internos brasileiros. O embaixador da China no Brasil, Wanming Yang, chegou a exigir indevidamente um posição oficial do Governo do Brasil sobre a fala de Abraham Weintraub.

Em sua publicação na rede social, o ex-ministro Abraham Weintraub afirmou que a China iria sair relativamente fortalecida da crise do coronavírus, e que isso condiz com os planos do país de dominar o mundo. O ex-ministro afirmou ainda que haveria no Brasil parceiros dos chineses alinhados com este objetivo.

A afirmação de Abraham Weintraub mostrou-se correta ao final. Dados mostram que a economia chinesa foi a única em todo o mundo que apresentou crescimento do PIB no ano passado, enquanto as demais economias internacionais amargaram na recessão causada pela pandemia que teve origem justamente na China.

Quanto aos parceiros chineses alinhados com este objetivo, não resta dúvida de que a atuação de determinados agentes públicos brasileiros, especialmente o governador tucano paulista João Doria, além de inúmeros outros em todas as esferas de poder nacional, encontra-se perfeitamente em linha com os interesses geopolíticos e econômicos do Partido Comunista Chinês.

Neste sentido, a fala de Abraham Weintraub naquela oportunidade foi uma correta e precisa análise de cenários, confirmada pelos fatos. Em uma circunstância política distinta daquela que Brasil vivia à época e que aprofundou-se desde então, a fala de Abraham Weintraub seria objeto de análise e consideração cuidadosas por parte dos responsáveis por assuntos de segurança estratégia brasileira.

Mas não foi esse o caso. Em vez disso, a fala serviu de pretexto para uma infundada acusação de racismo contra o ex-ministro. Uma acusação que, dada a ausência de elementos de materialidade, levou o Ministério Público Federal a decidir, corretamente, pelo seu arquivamento.


 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE