por paulo eneas
A grande imprensa está reportando diariamente a superlotação em hospitais e a insuficiência crônica de leitos de UTI para o atendimento a pessoas acometidas da covid em todo o país. Relatam-se inúmeras mortes de pessoas que não conseguiram vaga para tratamento intensivo, o que torna ainda mais dramática esse momento que o Brasil vive em função da pandemia.

Ocorre que o Governo Federal repassou mais de meio trilhão de reais a Estados e municípios no ano passado para fazer o enfrentamento à pandemia do vírus chinês. O repasse de recursos federais veio acompanhado da desastrosa campanha do fique em casa, sob o argumento de que precisava-se “achatar a curva” de transmissão do vírus enquanto se equipava a rede de saúde para demandas futuras.

Nada disso funcionou. Nunca existiu achatamento de curva, e grande parte dos recursos públicos federais repassados foram desviados por governadores e prefeitos. A rede de saúde não foi reequipada, e hoje assistimos ao um caos de superlotação e falta de leitos para atender as pessoas acometidas pela covid.

No entanto, a grande imprensa criminosa omite esse fato. Por outro lado, o Governo Federal também erra na sua desastrosa estratégia de comunicação, que tem se mostrado incapaz de fazer frente aos ataques que são desferidos diariamente contra o Presidente da República, atribuindo ao chefe de governo a responsabilidade individual exclusiva pela situação.

Essa estratégia de comunicação desastrosa também não consegue fazer chegar à população comum a informação que ela precisa saber e que a grande imprensa omite: os verdadeiros genocidas são, com honrosas exceções, governadores e prefeitos ladrões de recursos públicos, que desviaram os bilhões repassados pelo Governo Federal e não prepararam a rede de saúde para atender a demanda.

Diante desse patente crime contra a humanidade, um crime contra a civilização brasileira, assistimos a passividade inaceitável do incompetente e despreparado Ministro da Justiça, André Mendonça. Não tomamos conhecimento de nenhuma ação de vulto por parte da Controladoria Geral da União, e não vemos uma palavra ou ação concreta por parte da ministra Damares Alves, da pasta dos Direitos Humanos.

Na área de comunicação, estamos assistindo o titular da pasta, Fabio Faria, ocupando-se muito mais em armar intrigas palacianas ou criar armadilhas para o próprio presidente, como foi a tentativa empreendida por Fabio Faria de trazer a médica petista Ludhmila Hajjar para chefiar a pasta da saúde, do que empenhar-se em mudar a desastrosa política de comunicação do governo, que tem custado caro ao presidente e está causando uma corrosão acelerada em sua base de apoio.

O Crítica Nacional já posicionou-se mais de uma vez afirmando que o Presidente Bolsonaro precisa tomar rédeas do país novamente, retomar para si suas prerrogativas e obrigações como Chefe de Estado, como apontamos no artigo Depois das Manifestações: O Que O Governo Precisa Fazer Neste Momento, publicado ontem.

Mas antes, o Presidente Bolsonaro precisa retomar as rédeas de seu próprio governo. O presidente precisa livrar-se de auxiliares e ministros incompetentes e traiçoeiros que estão empurrando o governo em uma direção que nem o presidente nem seus milhões de eleitores e apoiadores desejam.


 

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